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Nutrien quer conquistar produtor nacional com marca tradicional nos EUA

Meta é multiplicar por 20 a receita com a venda de biodefensivos em cinco anos

Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2021 | 05h00

A canadense Nutrien, uma das maiores varejistas de insumos agrícolas do Brasil, pretende alçar as vendas de biodefensivos a um novo patamar trazendo uma marca tradicional na América do Norte. Cesar Barros, diretor de Negócios, conta que a empresa usará a Loveland, conhecida por agricultores norte-americanos há 50 anos, para tentar multiplicar por 20 a receita do segmento: de R$ 50 milhões em 2021 para R$ 1 bilhão em cinco anos. Na safra 2021/22, serão três produtos, de cerca de 40 biológicos de outras empresas vendidos pela Nutrien. “Já existem boas soluções, mas a adoção é baixa. Vamos explicar essas tecnologias; era preciso uma marca própria para dar protagonismo aos biológicos”, afirma.

Testes em campo e novas parcerias

Nesta safra, mais de 400 áreas de soja usarão nova tecnologia de tratamento de sementes contra ferrugem, uma das apostas da Nutrien no País. Parcerias com empresas e startups, aquisições e “curadoria” de novos produtos serão vias para ampliar o portfólio, diz Barros.

Marca reforça expansão no varejo

A Loveland chega também com fertilizantes especiais e agroquímicos, somando mais de 100 produtos junto com os biológicos. A estreia no País, não à toa, coincide com a inauguração nesta terça dos primeiros cinco Centros de Experiência da Nutrien, um novo conceito de loja, de 12 previstos para o ano. Em 2022, serão mais 50.

Corre atrás

Depois que faltou vacina para a primeira fase da campanha de vacinação contra aftosa no primeiro semestre, pecuaristas se precaveram. “Algumas indústrias deixaram de produzir e o estoque do imunizante está baixo nos distribuidores”, diz Carlos Venâncio de Camargos, diretor de Pecuária da VetBR, distribuidora de produtos de saúde animal. Na 1.ª quinzena de outubro, os pedidos cresceram 50% e a maior movimentação deve elevar o faturamento da empresa com o setor de aftosa em 58% este ano.

Alívio na energia

A Raízen espera economizar cerca de R$ 100 milhões por ano após otimizar o uso de energia em suas indústrias. Esse total vem do projeto “Controle Avançado”, que inclui um software que usa inteligência artificial para prever problemas e agir no balanço de massa e energia, dando mais eficiência a caldeiras e turbogeradores.

 EXPANSÃO

 Dezenove dos 23 parques de bioenergia da Raízen já adotam o software, que deve ter o uso ampliado. “As soluções que desenvolvemos permitem impulsionar a inovação e administrar os negócios com mais eficiência, potencializando novas oportunidades de crescimento e sustentabilidade das operações”, diz Juliano Oliveira, diretor industrial. 

MILHA AGRO

 A mineira Seedz, agtech de fidelidade voltada ao setor agropecuário, movimentou R$ 31 milhões em resgates de insumos, tecnologias e outros produtos nos últimos 12 meses. A expectativa é dobrar esse montante no próximo ano, prevê Matheus Ganem, CEO da startup. A plataforma possui 2 mil produtores rurais e 15 mil distribuidores e fornecedores cadastrados. 

EXTRA SUSTENTÁVEL

 O Grupo Sovena, líder mundial em azeites e dono da marca Andorinha, pretende reduzir o consumo de plástico virgem em 31% até 2025 e cortar as emissões de gases de efeito estufa das suas operações em 30% até 2023. As metas fazem parte das iniciativas da companhia para garantir uma produção mais sustentável e menos danosa. 

LIMPA

A Sovena quer usar, nas fábricas, 100% de eletricidade vinda de fontes renováveis. “Só conseguiremos ser escolhidos pelos nossos consumidores se atendermos às suas inquietações, em um esforço genuíno de melhorar seu bem-estar e contribuir para aumentar a resiliência dos ecossistemas”, diz João Basto, diretor de Sustentabilidade

Giro

Exportadores de algodão esperam retomada na venda externa na safra 2021/22. Os embarques para o exterior devem avançar de 1,75 milhão de toneladas na safra 2020/21 para 2,2 milhões a 2,3 milhões de toneladas no próximo ciclo, projeta a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão.

Vem aí

“Na Rota da Mobilidade Sustentável” é o tema da 21.ª Conferência Internacional de Açúcar e Etanol que a Datagro promove hoje e amanhã, em São Paulo. Segundo o presidente da Datagro, Plinio Nastari, a eletrificação (de veículos) é tendência. “Mas também dá para ter mobilidade sustentável com etanol”, defende.

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