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NY: apetite por risco cresce com retirada de Summers

A retirada de Lawrence Summers da disputa para a sucessão de Ben Bernanke no Federal Reserve surpreendeu os mercados e investidores disseram que isso será visto em Wall Street como um evento que deverá fazer crescer o apetite por risco.

Agencia Estado

15 de setembro de 2013 | 21h41

Os futuros de ações negociadas nos EUA dispararam na noite deste domingo. Quem quer que seja o próximo presidente do Fed, ele ou ela provavelmente terá uma posição mais acomodatícia do que Summer teria em relação à política monetária.

Às 21h30 (de Brasília), os futuros do índice Dow Jones subiam 189 pontos (1,2%) e os do S&P-500 avançavam 18 pontos (1,1%), movimentos que posicionam o mercado para abrir em alta na manhã desta segunda-feira.

No Twitter, Bill Gross, de fundos da Pacific Investment Management Co. (Pimco), disse que a decisão de Summers será interpretada positivamente pelos investidores. "Gross: Saída de Summers faz da segunda-feira um grande dia para negócios no risco e na curva. A Curva dos Treasuries de 5/30 anos pode se inclinar em 10 [pontos-base]. As ações devem se dar muito bem", escreveu Gross no Twitter.

Summers, ex-secretário do Tesouro e que foi um dos principais conselheiros do presidente Barack Obama sobre economia, era considerado um dos favoritos para ser nomeado para ser o próximo presidente do Fed e sua retirada surpreendeu os participantes do mercado.

"Muito surpreendente; em Wall Street, 80% esperavam a nomeação de Summers para esta semana. Maior apetite por risco nos mercados dos EUA", disse David Lutz, diretor executivo da Stifel Nicolaus & Co., em entrevista ao MoneyBeat.

As atenções agora se voltam para outras pessoas que serão consideradas para o posto de Bernanke. Uma candidata importante é Janet Yellen, atual vice-presidente do Fed; ela obteve apoio substancial entre a bancada do Partido Democrata no Congresso e também entre economistas. Mas a campanha pública em favor dela parece ter irritado Obama, e poderá levá-lo a pensar em outra solução.

Obama disse que entrevistou o ex-vice-presidente do Fed Donald Kohn, que atualmente é pesquisador na conservadora Brookings Institution. Fontes do governo Obama disseram que o ex-secretário do Tesouro Timothy Geithner também é uma possibilidade, embora ele já tenha dito que não quer o cargo.

Segundo Andrew Brenner, chefe de renda fixa global da National Alliance Securities, os últimos acontecimentos tornam mais provável que Obama considere nomear Geithner. "Acho que Geithner receberá um telefonema do presidente", disse Brenner ao MoneyBeat. Fonte: Dow Jones Newswires.

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