NY derruba Bolsa, apesar de IPC

Com o marasmo dessa semana, que teve os mercados nos EUA fechados ontem pelo feriado e terá o 7 de setembro na quinta-feira no Brasil, o volume de negócios tem sido baixo. E o ambiente de estabilidade interna faz com que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fique mais sensível às oscilações no exterior. Como o dia foi de baixa na Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - com queda de 2,15%, a Bovespa acompanhou, caindo 1,07%. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,19. A instrução baixada ontem pela CVM, que impede o fechamento branco de capital de companhias abertas - quando o controlador recolhe as ações dos minoritários do mercado em oferta pública - também contribuiu para a queda. Como muitos investidores apostavam em grandes operações de compra que agora estão limitadas, alguns papéis caíram.Mas, não houve só más notícias. Hoje foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que ficou em 1,55% no mês de agosto. Esse valor ficou dentro do previsto pelos analistas, o que tranqüilizou a todos que se mantinham tensos com as altas exageradas da inflação nos meses de julho e agosto. Já se esperava um repique nesses meses, devido aos aumentos nos combustíveis e alimentos, mas a inflação está demorando a recuar. O índice da Fipe pode ser o primeiro a confirmar as afirmações do governo de que as metas estão mantidas. Com isso, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,000% ao ano, frente a 17,060% ao ano ontem. O dólar, com baixo volume de negócios, oscilou, fechando em R$ 1,8230, com queda de 0,22%. Uma grande apreensão é em relação ao preço do petróleo no mercado internacional, que está nos níveis mais altos dos últimos 10 anos. O preço do barril tipo Brent para entrega em outubro fechou hoje em Londres a U$32,98. A balança comercial, segundo analistas, não deve sofrer muito esse ano com o aumento surpreendente do produto, mas se ele perdurar, pode afetar a economia brasileira e até provocar uma recessão mundial. A Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) reúne-se na sua sede em Viena no domingo para definir novos patamares de produção.

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