NY despenca de novo e derruba mercados

Os anúncios de resultados de empresas norte-americanas neste início de trimestre voltaram a derrubar as bolsas em Nova York, que estão operando em níveis extremamente baixos. O pessimismo alastrou-se pelos mercados no mundo inteiro. E os dados da economia norte-americana divulgados hoje ficaram bem abaixo das expectativas, decepcionando os investidores.A Argentina continua preocupando, dados os números das contas do governo divulgados ontem. Espera-se que as metas firmadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) não serão cumpridas. O déficit nas contas públicas superará a meta, ficando entre US$ 8,5 bilhões e US$ 9 bilhões, ou seja, US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões a mais. Mesmo com o aumento da carga tributária, haverá uma necessidade maior de financiamento da ordem de US$ 4,8 bilhões.Dado esse cenário internacional pessimista, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,75%. O dólar fechou em R$ 2,1760, com alta de 0,46%. Essa é a maior cotação de fechamento desde a implantação do real. E os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,760% ao ano, frente a 19,450% ao ano ontem. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 2,99%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 6,17%.

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