NY espera otimista novos indicadores

Mas os investidores ainda digerem os números sobre piora da atividade industrial nos EUA em junho

01 de julho de 2013 | 11h24

As bolsas norte-americanas devem iniciar o primeiro pregão de julho em alta, sinalizam os índices futuros. Os investidores ainda digerem os números que acabaram de sair e mostraram piora da atividade industrial nos Estados Unidos em junho. O mesmo indicador, porém, mostrou avanço do setor em alguns países importantes da Europa no mesmo mês. Além disso, os investidores esperam outros números sobre o setor manufatureiro norte-americano e sobre o investimento em construção. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,55%, o Nasdaq ganhava 0,72% e o S&P 500 tinha alta de 0,49%.

Notícias externas ajudam a estimular os negócios em Wall Street nesta manhã. Na Europa, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial aumentou em países importantes, como Reino Unido e Itália, o que ajudou a ofuscar a queda do mesmo indicador na China, que recuou para 48,2 em junho, indicando contração da atividade. No Japão, houve melhora no índice de sentimento de grandes empresas, que atingiu o maior nível em dois anos.

Há pouco foi divulgado o PMI industrial final dos EUA, que recuou em relação à primeira leitura do mês. O indicador ficou em 51,9 em junho, ante 52,2 na primeira estimativa. Outros dois números importantes sobre a atividade econômica do país saem logo após a abertura do pregão, ambos às 11h (de Brasília). Serão divulgados os gastos com construção de maio e o índice de atividade industrial ISM de junho.

O ISM de maio ficou em 49, indicando contração da atividade industrial. A equipe de economistas do banco Wells Fargo projeta que o indicador volte a superar o nível de 50 pontos, sinalizando expansão manufatureira. A previsão é que o ISM fique em 50,9. O banco leva em conta que os índices de atividade regionais calculados pelo Federal Reserve e divulgados recentemente sugerem recuperação da indústria em alguns estados importantes para a atividade manufatureira dos EUA.

Os economistas também esperam que os investimentos em construção continuem em trajetória de crescimento. A expectativa do banco de investimento BMO Capital Markets é de que os gastos cresçam 0,5% em maio, depois de aumentaram 0,4% em abril. Obras residenciais devem puxar a expansão do setor, em meio à forte demanda por imóveis que tem levado os preços das casas a subirem mais de 12% em 12 meses.

A primeira semana de julho será mais curta nos Estados Unidos, por conta do feriado na quinta-feira, 4, em que se comemora o dia da independência. Mas em meio às discussões sobre a proximidade de mudanças na política monetária do Federal Reserve, um dos indicadores mais esperados do mês será conhecido na sexta-feira, o relatório de emprego, divulgado pelo Departamento de Trabalho. Os números, que incluem criação de postos de trabalho em junho e a taxa de desemprego, são os principais balizadores, junto com a inflação, da política do banco central norte-americano.

Para a equipe de estrategistas da gestora Standard Life Investments, quando o presidente do Fed, Ben Bernanke, reforçou em sua última entrevista à imprensa que o banco central é totalmente guiado por indicadores da economia norte-americana em suas ações, isso criou uma paranoia nos investidores sobre os números da atividade nos EUA e aumentou ainda mais a expectativa pelos dados do payroll e também outras estatísticas que sugerem como podem vir o relatório de emprego.

No noticiário corporativo, a Apple é destaque de alta no pré-mercado, subindo 1,31% em meio a especulações da imprensa norte-americana de que a empresa estaria para lançar o iWatch, um relógio com conexão à internet. As notícias começaram a circular após o órgão que cuida de patentes no Japão informar que a Apple entrou com pedido de registro do iWatch.

Já a ação da Blackberry era destaque de queda no pré-mercado, recuando 4,31% após mais dois bancos rebaixarem a recomendação para os papéis da companhia. O Société Générale reduziu de "comprar" para "manter" e o Needham de "manter" para "vender". As duas casas usam os resultados trimestrais ruins divulgados pela companhia na última sexta-feira como principal justificativa para a redução da nota. O prejuízo da companhia caiu em seu primeiro trimestre fiscal, mas a expectativa era de que a Blackberry divulgasse lucro no período. Na sexta, a Macquaire Capital já havia reduzido a recomendação para a empresa, dia em que as ações da companhia canadense despencaram 28% no Nasdaq.

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