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NY, estrangeiros e petróleo puxam alta na Bovespa

Ibovespa fechou em alta de 2,41%, aos 53.040 pontos. No mês, acumula ganhos de 12,16% e, no ano, de 41,25%

Claudia Violante, da Agência Estado,

28 de maio de 2009 | 17h49

O fluxo de investidores estrangeiros, o aumento do preço do petróleo e os ganhos das bolsas de Nova York favoreceram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta quinta-feira, 28. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - fechou em alta de 2,41%, aos 53.040 pontos, o patamar máximo do dia. O índice não ultrapassava este patamar desde 19 de setembro do ano passado. Na mínima do dia, tocou os 51.795 pontos (+0,01%). No mês, acumula ganhos de 12,16% e, no ano, de 41,25%. O giro financeiro foi um pouco mais tímido em relação à véspera, somando R$ 4,868 bilhões. Os dados são preliminares.

 

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"O que mudou hoje em relação a ontem foi o comportamento das bolsas norte-americanas, que não atrapalharam no final", comentou o economista da Legan Asset Fausto Gouveia, ao comparar o pregão desta quinta-feira ao da véspera, onde na hora final o Ibovespa devolveu todo o ganho que a levou aos 53 mil pontos durante o dia e fechou com pequena baixa. "As commodities subiram, e Nova York não atrapalhou. Os indicadores que estão saindo nos Estados Unidos estão bem melhores e, aqui, a inflação está controlada, indicando mais queda dos juros", comentou.

 

Parte da alta do Ibovespa hoje pode ser atribuída ao desempenho das commodities no mercado externo e, dentre elas, ao petróleo, que fechou no maior patamar do ano. O barril negociado na bolsa eletrônica de Nova York (Nymex) avançou 2,57%, para US$ 65,08 o barril, empurrado pelos dados de estoques semanais nos EUA. O Departamento de Energia informou que os estoques de petróleo recuaram 5,413 milhões de barris na semana encerrada em 22 de maio, muito mais do que a queda de 500 mil barris estimada pelo mercado.

 

O desempenho do petróleo fez com que as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras subissem 2,38% e 2,70% a preferencial (PN, sem direito a voto). Já a Vale teve um empurrão dos metais e subiu 2,46% na ON e 1,67% na PN.

 

O setor siderúrgico continuou na ponta positiva do índice, com as ações da Gerdau ainda em destaque, como ontem. Gerdau PN avançou 5,26%, Metalúrgica Gerdau PN, 5,15%, Usiminas PNA, 3,68%, e CSN ON, 3,98%.

 

Estados Unidos

 

O segundo ponto a favorecer a Bovespa foi a leva de indicadores norte-americanos divulgados hoje. Foram positivos os dados de encomendas de bens duráveis (+1,9% em abril, ante expectativa de estabilidade) e os pedidos de auxílio-desemprego (-13 mil, ante projeção de -6 mil). No entanto, não foi bem digerido o dado de vendas de imóveis residenciais novos - na contramão do número da véspera, de imóveis usados. A comercialização de imóveis nos EUA cresceu 0,3% em abril ante março, bem abaixo da elevação de 2,5% prevista. Mesmo ruim, o dado acabou diluído no movimento favorável do dia.

 

Os indicadores nos EUA fizeram os índices acionários em Wall Street subirem. O Dow Jones terminou em +1,25%, aos 8.403,80 pontos, o S&P, em +1,54%, aos 906,83 pontos, e o Nasdaq, em 1,20%, aos 1.751,79 pontos. A alta foi puxada pelas ações de empresas ligadas ao setor de energia e pela demanda relativamente forte observada mais cedo em um leilão de títulos do Tesouro norte-americano, fator que amenizou os receios de oferta excessiva de papéis no mercado.

 

As ações da GM dispararam mais cedo, mas fecharam em queda de 2,61%. A empresa divulgou hoje uma "proposta melhorada", na qual a montadora indicou que fechou um novo acordo com um grupo de detentores de bônus para ajudar a aliviar sua dívida de US$ 27,2 bilhões.

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