NY opera em alta puxada por Europa e dados dos EUA

Esperanças com relação a crise na zona do euro e dados positivos sobre vendas no varejo animam investidores

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

28 de novembro de 2011 | 13h34

As Bolsas de Nova York abriram o dia em alta, impulsionadas pelas esperanças renovadas com a situação na zona do euro e pelos dados positivos sobre vendas no varejo no Black Friday, nos Estados Unidos. Às 13h27 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 2,59%, o S&P 500 tinha alta de 3,17% e o Nasdaq avançava 3,49%.

Nos Estados Unidos, dados do comércio mostram que as vendas no varejo subiram 16,4% no feriado prolongado de Ação de Graças, para US$ 52,4 bilhões em todo o país, especialmente na última sexta-feira, a conhecida Black Friday, quando os descontos nos produtos chegaram a 80%. Para hoje, a Cyber Monday - dia de descontos nas lojas online - a expectativa é de aumento nas vendas na internet.

Além disso, o índice de atividade industrial do Meio-Oeste do Federal Reserve de Chicago subiu 0,7% em outubro, para um número sazonalmente ajustado de 85,5, o nível mais alto em três anos.

Na Europa, uma boa notícia é a de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderia oferecer até 600 bilhões de euros à Itália, a uma taxa de juros de não mais que 5%. O FMI, porém, negou que esteja em conversações com a Itália sobre o tema. Há ainda a expectativa de que os ministros das Finanças da zona do euro apresentem amanhã um acordo sobre as regras operacionais para a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês).

Enquanto isso, a economia na região afunda. Segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), França e Alemanha podem já ter entrado em recessão no quarto trimestre, sendo que para a Alemanha as perspectivas são de recuperação em 2012.

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