NY reage bem a comunicado sobre plano para Europa

Comunicado da Alemanha e pela França sobre a divulgação de um plano abrangente para solucionar os problemas da região animou investidores 

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

20 de outubro de 2011 | 19h21

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em leve alta, à exceção do Nasdaq, que caiu, refletindo o otimismo cauteloso dos investidores em relação à possibilidade de as autoridades europeias apresentarem até a semana que vem um plano para conter a crise das dívidas soberanas da região.

O Dow Jones subiu 37,16 pontos, ou 0,32%, para 11.541,78 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 5,42 pontos, ou 0,21%, para 2.598,62 pontos. O S&P 500 avançou 5,51 pontos, ou 0,46%, para 1.215,39 pontos.

Pela manhã, as bolsas subiram depois de o Federal Reserve da Filadélfia afirmar que seu índice de atividade econômica subiu para 8,7 em outubro, de -17,5 em setembro, superando as expectativas do mercado, que previa uma leitura de -10.

As bolsas, no entanto, passaram a cair depois de um jornal da Alemanha afirmar que o país poderia pedir o adiamento da reunião de cúpula europeia prevista para domingo por causa da falta de consenso sobre como aumentar o poder de fogo da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), o fundo de resgate da zona do euro.

A notícia foi refutada posteriormente, mas os índices de ações só ganharam força depois de o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmarem em um comunicado conjunto que os líderes da União Europeia apresentarão até a próxima quarta-feira um plano abrangente para solucionar os problemas da região. Eles também pediram uma reunião imediata com os credores privados da Grécia.

"Cada notícia sobre a Europa parece ter mexido um pouco com o mercado", disse Brian Lazorishak, gerente de portfólios e analista quantitativo do Chase Investment Counsel. "É uma situação frágil. Na verdade não há compradores de ações nos níveis atuais."

Segundo Gary Flam, gerente de portfólios da Bel Air Investment Advisors, a volatilidade das bolsas demonstra falta de convicção por parte do mercado. "A maioria dos investidores tem experiência em avaliar empresas, indústrias e economias, e não política. Mas essa é a posição em que nos encontramos atualmente."

Entre os destaques da sessão, a American Express subiu 0,13% depois de divulgar ontem resultados que superaram as estimativas de analistas, entre eles um aumento de 13% no lucro do terceiro trimestre. As ações da AT&T, que anunciou um declínio de 71% no lucro do terceiro trimestre em relação a um ano antes, registrou queda de 0,34% em suas ações.

A Microsoft, que fechou em baixa de 0,33%, anunciou após o fechamento do mercado que seu lucro cresceu 6,1% em seu primeiro trimestre fiscal. No after-hours, as ações caíam 0,6%. No mercado de Treasuries, os preços caíram, com respectivo movimento inverso dos juros, diante do compromisso assumido por Merkel e Sarkozy em relação ao plano para solucionar os problemas da zona do euro.

"É bobo ver os mercados subirem e descerem", disse Michael Mata, gerente de carteiras de investimento do ING Global Bond Fund. Ele e sua equipe acreditam que qualquer plano apresentado após a reunião de cúpula da União Europeia decepcionará os investidores. "Não há dúvida de que as autoridades da zona do euro não apresentarão uma solução permanente nas próximas semanas."

No final da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,211%, de 3,174% na quarta-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 2,188%, de 2,163%; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,266%, de 0,278%. As informações são da Dow Jones.

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