NY reverte queda e Bolsa diminui perdas no final do dia

A Bovespa encerrou os negócios em 54.234 pontos, em baixa de 3,32%. Em Nova York, bolsas sobem

Agência Estado,

23 de janeiro de 2008 | 18h25

O dia foi de perdas no mercado financeiro, apesar da recuperação das bolsas nos Estados Unidos no final da tarde. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou os negócios em 54.234 pontos, em baixa de 3,32%. O dólar comercial voltou a subir e fechou cotado no patamar máximo, em R$ 1,8250, em alta de 1,84%.    Veja também: Fed reduz juro e alivia mercados Com corte de juros dos EUA, bolsas asiáticas fecham em alta Bolsas européias fecham em baixa; Bovespa cai mais de 4% Em decisão unânime, Copom mantém juro em 11,25% ao ano Veja como ficam seus investimentos com a crise nos mercados Especialistas recomendam cautela com ações Entenda a crise nos Estados Unidos  Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro   Em Nova York, o índice Dow Jones, que ficou em baixa durante todo o dia, virou e fechou em alta de 2,50%, impulsionado pela procura por papéis de bancos. Segundo analistas, os compradores estão apostando que a ampliação da diferença entre as taxas de juro de curto prazo - que os bancos pagam quando tomam empréstimo - e as taxas de juro de longo prazo - que os bancos cobram por um empréstimo - vai impulsionar os lucros das instituições financeiras e dar as elas maior colchão contra os problemas no crédito que ainda pairam sobre o mercado. A chamada margem de juro líquida é uma medida fundamental na rentabilidade dos bancos. Às 18h43 (de Brasília), as ações do Citigroup disparavam 9,17%, enquanto as do JPMorgan subiam 12,04%. Depois da decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) de reduzir o juro no país, os investidores esperavam uma ação coordenada dos BCs mundiais, o que não aconteceu. O juro caiu apenas na região do Golfo. O resultado é que a frustração dos investidores e os resultados negativos de empresas norte-americanas provocaram mais um dia de queda nas bolsas mundiais - exceto Ásia, que ainda repercutia a queda dos juros nos EUA. Na Europa, as bolsas fecharam em forte queda com as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet. Ele afirmou que os bancos centrais devem ancorar as expectativas de inflação em "tempos difíceis" para evitar encorajar a volatilidade dos mercados. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 2,28%; a de Paris caiu 4,25%, Frankfurt teve queda de 4,88%. Em Milão, a baixa foi de 3,97%, e em Madri de 4,56%. Segundo analistas, o clima de instabilidade e oscilações deve continuar, depois da trégua na terça-feira, provocada pela decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) de reduzir de forma surpreendente o juro no país. O fato é que os investidores gostaram da decisão do Fed, mas querem mais. Um novo corte de juro pode sair no final deste mês. Além disso, espera-se o detalhamento do pacote de ajuda nos EUA e a aprovação do Congresso. Nesta quarta-feira, depois do fechamento dos negócios, o Comitê de Política Monetária (Copom) irá divulgar sua decisão sobre os rumos para a Selic, a taxa básica de juros da economia. A decisão não deve alterar esse cenário de estresse. O mercado não espera nada diferente do que estabilidade na taxa básica de juro, em 11,25% ao ano. Mas aguarda com expectativa o comunicado da reunião para ver se o BC faz referência ao cenário externo. Essa também é a grande expectativa em relação à ata do Copom que será divulgada na próxima semana. A matéria foi atualizada às 19 horas.

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