NY sobe com notícias nos EUA e Bovespa fecha em alta de 1,71%

Bolsa de São Paulo sobe pela terceira sessão consecutiva, empurrada por mercados norte-americanos

Claudia Violante, da Agência Estado,

16 de julho de 2008 | 17h35

Pela terceira sessão consecutiva a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou em elevação - o que não havia acontecido nenhuma vez neste mês -, empurrada pelos ganhos nas bolsas norte-americanas. Embora a agenda desta quarta-feira, 16, prenunciasse um dia difícil, diante da quantidade de informações relevantes a serem conhecidas, tudo acabou saindo dentro do previsto - apesar da derrapada do índice de inflação no varejo dos EUA.   Veja também: Dólar quebra sequência de baixas e fecha em alta de 0,57%   O Ibovespa voltou aos 62 mil pontos, ao encerrar em alta de 1,71%, aos 62.056,5 pontos. Na mínima do dia, atingiu 60.863 pontos (-0,25%) e, na máxima, 62.183 pontos (1,91%). No mês, acumula perdas de 4,44% e, no ano, de 2,75%. O volume financeiro totalizou R$ 6,738 bilhões (preliminar).   Em Wall Street, o Dow Jones terminou o dia com elevação de 2,52%, aos 11.239,3 pontos, o S&P subiu 2,51%, para 1.245,36 pontos, e o Nasdaq avançou 3,12%, aos 2.284,85 pontos.   Foram várias as razões para as bolsas subirem. Embora o CPI (inflação no varejo) tenha tido em junho a maior alta mensal desde junho de 1982 (subiu 1,1% ante maio e mais do que as previsões de +0,7%), o dado foi renegado a segundo plano. Os investidores preferiram reagir à queda do petróleo, aos balanços favoráveis e à decisão da SEC de restringir vendas a descoberto de ações da Fannie Mae e Freddie Mac. e de outras 17 instituições. A SEC definiu que agora os investidores terão de alugar os papéis antes de montar posições vendidas.   A Intel divulgou lucro 25% maior no segundo trimestre e receita recorde. O resultado superou as estimativas de analistas. Já o banco Wells Fargo registrou lucro 23% menor no período, mas o resultado superou o previsto pelos analistas. Nem mesmo a ata do Fomc decepcionou, já que o documento indicou que o banco central norte-americano vai manter sua política monetária inalterada no curto prazo.   É preciso ressaltar, no entanto, que a ata também sugeriu que os membros do Comitê estão cada vez mais preocupados com relação à inflação do que com o crescimento econômico, embora ainda vejam "riscos significativos no lado do declínio" para o crescimento.   Petróleo   O petróleo também deu sua parcela de contribuição ao recuar. Na Nymex, o contrato para agosto cedeu 2,98%, para US$ 134,60, ajudado pelo surpreendente aumento dos estoques nos Estados Unidos. Houve elevação de 3 milhões de barris, ante previsão de queda de 1,3 milhão.   No Brasil, a queda do petróleo continuou prejudicando as ações da Petrobras, uma das principais do Ibovespa. Petrobras ON caiu 1,56% e Petrobras PN, 1,92%. Vale, outra blue chip do Ibovespa, também terminou em queda, mas a justificativa, neste caso, foi a subscrição de papéis na oferta de ações, cujo preço fecha hoje. Vale ON caiu 1,42% e Vale PNA, 2%.   A alta do Ibovespa, assim, foi puxada pelas empresas aéreas - por causa da queda do petróleo - e bancos - em função da melhora destes papéis nos EUA. Setor siderúrgico também avançou, mas sem muito vigor.

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