NY vê decisão como voto de confiança

CORRESPONDENTE / NOVA YORK

Luaciana Xavier, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2011 | 00h00

A elevação do rating soberano brasileiro pela Moody"s, cerca de dois meses depois de a Fitch ter dado o mesmo passo, é um sinal positivo sobre as expectativas que as agências de classificação de risco têm em relação ao governo de Dilma Rousseff, avaliam analistas entrevistados pela Agência Estado em Nova York.

Eles não se mostraram muito preocupados com uma bolha de crédito no País, alertaram que o governo não poderá descuidar da questão fiscal e um deles acredita que o trabalho pesado de desaquecer a economia vai ficar nas mãos do Banco Central por meio de mais aperto monetário.

"Claro que é um voto de confiança que essas agências estão dando ao governo Dilma, uma indicação de que as coisas estão andando no caminho certo", afirmou o economista-chefe para Brasil do Barclays Capital, Marcelo Salomon. "Existem alguns desafios pela frente, mas acho que são desafios que o governo consegue vencer."

Segundo Salomon, o desafio do governo será saber como usar a política de crédito e ao mesmo tempo desaquecer a economia, uma vez que com Olimpíada e Copa do Mundo à frente é de se esperar aumento dos gastos do governo. "O resultado vai ser uma política monetária com mais altas de juros pela frente e vejo pouco espaço para corte de juros em 2012", comentou o economista, que deve divulgar hoje as novas projeções para o ciclo de aperto monetário no Brasil. "Ou seja, quem vai carregar o piano é o BC", disse.

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