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NYSE não compete diretamente com a BM&FBovespa, diz presidente da Bolsa de NY

Duncan Niederauer destaca a falta de concorrência no mercado de valores do Brasil e diz que a listagem de empresas nacionais em NY é algo 'complementar'

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 14h34

Ao contrário dos mercados norte-americanos, em que as empresas que pretendem abrir capital têm mais de uma opção para listar suas ações, no Brasil a BM&FBovespa não enfrenta competição, afirmou nesta quarta-feira, 18, o presidente da Bolsa de Nova York (NYSE Euronext), Duncan Niederauer.

Segundo o executivo, a NYSE não compete diretamente com a bolsa brasileira ao incentivar empresas nacionais a terem seus papéis negociados em Nova York. "A listagem nos dois mercados é complementar", disse, durante entrevista coletiva na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) após participar de encontro com empresários.

Para Niederauer, a iniciativa da BM&FBovespa de promover a negociação de papéis de empresas norte-americanas no mercado brasileiro é positiva. A BM&FBovespa deve começar em setembro os negócios com recibos de ações (BDRs) de dez companhias norte-americanas, entre elas Apple, Avon, Wal-Mart e McDonald's.

Segundo Niederauer, a própria NYSE tem trabalhado com as companhias listadas em seus mercados em Nova York e na Europa para aproveitar oportunidades em bolsas como a chinesa. "Achamos muito saudável e uma ótima ideia, e acreditamos que essa iniciativa pode aumentar a liquidez dos papéis", afirmou.

De acordo com o vice-presidente da NYSE, Scott Cutler, é um bom negócio para as empresas norte-americanas com operações no Brasil ter papéis listados na BM&FBovespa. "Trata-se de uma oportunidade para que essas companhias tenham acesso a investidores locais." Os BDRs de empresas dos EUA poderão ser negociados apenas por investidores institucionais, como fundos de investimento e de pensão.

Segundo Cutler, o número de companhias que arquivaram pedidos de abertura de capital na NYSE em 2010 quase triplicou em relação ao ano passado. "Nem todas deverão ir a mercado, mas as perspectivas são boas", comentou. Este ano, 66 companhias fizeram ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) de ações nas bolsas que compõem a NYSE Euronext e outras 100 se preparam para acessar o mercado.

 
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