Gabriela Biló/Estadão
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O ano de 2019 é, sem dúvida, para a Bolsa

É preciso lembrar, no entanto, que a previsão de bom desempenho para a Bolsa não significa que a renda fixa deve ser abandonada

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2019 | 05h00

Este é o ano da Bolsa?

Sem dúvida, a Bolsa de Valores é uma boa opção de investimento para o ano de 2019. O Ibovespa, que é o índice com as principais ações negociadas na B3, está acima de 100 mil pontos e, neste ano, está rendendo perto de 13%, sem contar que, no acumulado em 12 meses, está próximo a 29% de ganho. Há quem fale que em 2019 o índice da Bolsa atinja entre 130 a 150 mil pontos. Se as reformas realmente forem em frente o crescimento do mercado de ações deve ter um excelente desempenho.

Pelo seu lado, Petrobrás está conseguindo vencer os seus enormes desafios depois da tormenta. Neste ano está rendendo em torno de 12% e em 52 semanas está acima de 38%. No entanto, o relatório de produção relativo ao segundo trimestre que a petroleira acaba de divulgar mostra queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O anúncio da queda do total de petróleo produzido derrubou as cotações, embora a companhia esteja figurando na maioria das listas de indicações de corretoras.

Por outro lado, não deixe de acompanhar outras ações que constam das listas das corretoras como Bradesco, Via Varejo, Itaú, Banco do Brasil, Gerdau, Cemig, Suzano, Vale e a Rumo que tem chamado muito a atenção com crescimento da ação de mais de 53% em um ano. Mas, lembre-se das dicas básicas sobre investimentos. Retorno passado não significa retorno futuro garantido.

Planeje a sua carteira com cuidado, estabeleça uma estratégia e busque ser fiel a ela. Lembre-se também que a previsão de bom desempenho para a Bolsa não significa que a renda fixa deve ser abandonada, como alguns pregam até de forma dramática, que os ganhos ocorridos nesse mercado ficaram para trás. Uma carteira eficiente deve ser diversificada. 

Li um artigo recomendado a compra de ouro para investimento. O que o acha disso?

Se for pensando em diversificação de carteira e com visão de longo prazo acredito que seja um bom investimento. Visto por muitos como um “porto seguro” em épocas de crise mais aguda, investir em ouro significa aceitar alto grau de risco. Como todo investimento, ele é bom em si, mas isso não significa que seja adequado para todas carteiras, em qualquer momento.

O preço do ouro no mercado de Nova York subiu em torno de 15% em dólar no último ano. Em reais, o quilo do ouro teve ganho de 18%, estando cotado na faixa de R$176 mil. As recentes declarações de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), dando conta de que deve haver mais uma rodada de estímulos antes de passar o bastão da presidência em outubro próximo, isso ao mesmo tempo que o novo primeiro ministro britânico deve provocar um Brexit sem acordo, trouxe como resultado a alta do metal. Esta deve ser a tendência para os próximos meses.

O investimento em ouro deve ser visto como uma oportunidade de ter uma carteira mais equilibrada porque estará mais diversificada, com redução de risco e deve trazer melhoria do retorno. Há várias maneiras do investimento em ouro, sendo que a aplicação mínima depende da forma de aquisição e da cotação do dia. Você pode realizar compra física do metal no mercado de balcão, em Distribuidoras de Valores (DTVM) ou bancos. Pode haver retirada do ouro ou este ser mantido em custódia, o que facilita a venda. A negociação como ativo financeiro também pode ser realizada na B3 nos mercados à vista, em lingotes de ouro fino, podendo ser de 250 gramas ou lotes fracionários. 

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