André Dusek/Estadão
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'BC não jogou a toalha', diz diretor sobre a meta de inflação de 2016

Altamir Lopes cita o atual ciclo de elevação dos juros e diz que a autoridade monetária tem agido; segundo ele, as incertezas fiscais contribuíram para a mudança de foco da meta para 2017

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 12h55

BRASÍLIA - O diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, negou nesta quinta-feira que a instituição tenha jogado a toalha em relação ao cumprimento da meta de inflação de 2016. "O BC não jogou a toalha nunca, claro que não", afirmou. "Me parece forte demais dizer que BC jogou a toalha", continuou. 

De acordo com ele, o BC "tem agido" e prova disso é que o ciclo de alta atual é um dos mais fortes da história. "Dizer que o BC foi tímido com alta de 6 pontos da Selic é demais", afirmou, acrescentando que o Copom age em conformidade com cenário que se apresenta. 

Segundo Altamir, não foram as expectativas que levaram à mudança do foco da meta de inflação por parte do BC. "Foi uma reação a esses eventos mais recentes que levaram à reprecificação de ativos, em especial, a política fiscal", disse. Segundo o diretor, foram dois elementos de pressão para mudança de foco da meta para 2017: o realinhamento de preços relativos de forma mais prolongada e intensa do que o previsto e a incerteza fiscal.

Ele argumentou que, mais do que o número das contas púbicas em si, o que mais afeta em relação à fiscal é indefinição de um parâmetro. "A indefinição fiscal atual sobre preços ativos, traz perturbações", resumiu. Ele reafirmou que a definição do colegiado é manter juro por período prolongado sem descartar adoção de medidas. 

Melhora. O diretor disse também que a expectativa é que os preços administrados passem por processo de desinflação significativo e que se veja um ajuste também profundo do resultado das transações correntes. "Confiamos fielmente no cumprimento da meta de 4,5% em 2017", enfatizou. 

Para isso, ele citou que a atividade está em ritmo fraco, com redução de confiança dos agentes, os salários estão mais compatíveis, há melhora de fundamentos e, principalmente, que a inflação está sob controle. Disse também que o ajuste fiscal está em andamento, há um profundo ajuste externo, com contribuição positiva na atividade através de exportações liquidas e substituição de importações. 

Em suma, de acordo com ele, há perspectiva de melhora na medida em que se consolida melhora na economia global, os preços estão em perspectiva de forte desinflação, principalmente os administrados. "Nesse cenário, o BC afirma que adotará as medidas necessárias para trazer a inflação a meta de 4,5% em 2017. Essa é a mensagem que eu queria deixar."

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