O belga Pylos Group mira em imóveis corporativos

Depois de analisar a entrada em mercados emergentes, como os da China, Índia e Vietnã, a incorporadora imobiliária belga Pylos Group, especializada no nicho de imóveis corporativos, escolheu o Brasil para sua primeira incursão fora da Europa. Formado em direito e economia, o presidente da Pylos, o executivo Vincent Boutens, com passagem pela DTZ, gigante americana do setor, acaba de se transferir de mala e cuia com a mulher e dois filhos para São Paulo, onde espera residir nos próximos três anos. O desafio que trouxe Boutens ao Brasil é gerar negócios no valor de R$ 100 milhões até o final de 2010. Nos próximos quatro anos, o belga pretende aumentar a marca para R$ 250 milhões.

Clayton Netz, clayton.netz@grupoestado.com.br, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

Segundo Boutens, a taxa de crescimento acelerado da economia brasileira, somada ao pequeno número de incorporadoras imobiliários focadas exclusivamente no segmento corporativo, tornou o Brasil o mercado mais promissor. "Bruxelas, com uma população de 1 milhão de habitantes, tem 12 milhões de metros quadrados de escritórios construídos", diz Boutens. "A capital paulista tem cerca de 12 milhões de habitantes e apenas 7 milhões de metros quadrados de escritórios construídos."

Inicialmente, a Pylos disponibilizou R$ 20 milhões para a aquisição de imóveis no Brasil e já conta com oito projetos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília em análise. "O País está diante de um aumento muito forte de demanda por imóveis comerciais, com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016", diz Boutens. Outra linha de negócios em que a empresa tem expertise e pretende ganhar espaço por aqui é a construção de empreendimentos sob encomenda para grandes corporações, como a Tetra Pak e a Michelin, que estão entre seus clientes europeus.

Formada à época da crise financeira de 2001, por Boutens e seu sócio Edward de Nève, a Pylos assumiu, desde sua fundação, o rumo que muitas construtoras brasileiras acabaram adotando para reduzir custos, com a subcontratação de empreiteiras especializadas e a reparticipação de contratos entre investidores de cada projeto. "Todo nosso poder de fogo está na obtenção de novos negócios, e não na administração de uma folha extensa de pagamento", diz Boutens. Com essa estratégia, a Pylos já conseguiu negócios no valor de 750 milhões em nove anos.

Sua operação na Europa, por exemplo, conta com apenas 20 funcionários. A subsidiária brasileira seguirá a mesma linha, sendo composta por cinco executivos. Um dos profissionais recrutados pela Pylos é o arquiteto Sergio Negro, com experiência na consultoria imobiliária Colliers International e ex-presidente da Newmark Knight Frank, que comandará a operação brasileira, no cargo de CEO.

Para se firmar no mercado brasileiro, a Pylos aposta no aumento da demanda por construções alinhadas aos conceitos de sustentabilidade, um nicho em que já atua há alguns anos. "Quase todos os imóveis que entregamos na Europa adotam essa tecnologia", afirma Boutens. "No Brasil esse é um campo ainda praticamente inexplorado."

15,1 bi de euros

foi o faturamento apurado pelo grupo francês Sanofi-Aventis no primeiro semestre deste ano. Trata-se de um ganho de 4,3% sobre o resultado de 2009

SAÚDE

Hospital São Luiz prepara

expansão da rede no País

O Hospital e Maternidade São Luiz, com três unidades na capital paulista, quer levar o seu logotipo para outras praças do País. A rede de hospitais está realizando um estudo de viabilidade em oito cidades, entre elas Santos e Campinas, em São Paulo, Brasília (DF), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). "A partir de 2011, definiremos por quais cidades iniciaremos o nosso processo de expansão", diz Franklin Bloedorn, diretor de operações do São Luiz. Segundo ele, está aí a razão de o hospital ter bancado um merchandising na novela Passione, da Globo, mostrando para todo o Brasil as instalações da mais nova unidade da rede, o Hospital Anália Franco, na Zona Leste, inaugurada em 2008.

Enquanto costura o projeto de expansão, o hospital está investindo R$ 32 milhões na modernização e ampliação da unidade do Itaim, que ganhará 56 novos leitos, um acréscimo de 37% em sua atual capacidade.

E-COMMERCE

Privalia investe no Facebook para aumentar vendas

O Privalia, clube de compras espanhol com 1,5 milhão de clientes cadastrados no Brasil, inaugura hoje um perfil na rede social Facebook para oferecer seus produtos aos internautas. A ideia do Privalia é que as vendas aumentem em torno de 30% com a utilização do novo canal, que servirá apenas como vitrine: para realizar a compra, o cliente ainda precisará visitar o site da empresa. "O Facebook é uma ferramenta que permite interatividade com os internautas", afirma André Shinohara, presidente do Privalia no Brasil. "Pelo Facebook, os clientes podem indicar produtos e pedir opinião a outros internautas, por exemplo."

AVIAÇÃO

Real forte e emergentes vitaminam a Pluna

A desvalorização do dólar frente ao real e o maior poder aquisitivo da classe C, que facilitaram o acesso de um grande número de consumidores a viagens internacionais, além da inauguração de novas rotas no sul do País, estão turbinando o desempenho de pequenina Pluna, a companhia aérea uruguaia. No primeiro semestre, a empresa transportou 59 mil passageiros, um crescimento de 63% sobre o mesmo período do ano anterior. O ritmo continuou acelerado nas férias de julho: na primeira quinzena do mês, as 6 mil passagens emitidas para seus quatro destinos na América do Sul - Montevidéu, Assunção, Buenos Aires e Santiago do Chile, representaram um crescimento de 97% .

HOTELARIA

Taxa de ocupação cresce na capital paulista

A taxa de ocupação dos hotéis paulistanos chegou a 66,3% no primeiro semestre deste ano, um resultado 13,6% superior ao obtido em igual período de 2009, de acordo com a SP Turis. O preço médio das diárias também melhorou, atingindo R$ 201, cerca de 2% a mais do que o praticado no ano passado, e nada menos de 55% a mais que em 2004.

Os dados mostram que a hotelaria de São Paulo teve um desempenho excelente, considerando-se que o break even da atividade é obtido com uma ocupação inferior a 30%. Com 42 mil leitos, a capital paulista abriga o maior parque hoteleiro da América Latina. No ano passado, a cidade recebeu 11,3 milhões de turistas (dos quais 1,6 milhão eram estrangeiros), que geraram uma receita de R$ 8,5 bilhões.

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