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School of Rock
School of Rock

‘O Brasil é a sede internacional não oficial da School of Rock’

CEO da franquia de escolas de música, Rob Price quer ter até 150 unidades em funcionamento no País

Entrevista com

Rob Price, CEO da School of Rock

Guilherme Guerra, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2019 | 04h00

Mesmo enquanto o Brasil passava por uma crise econômica, a School of Rock, franquia de escolas de música fundada em 1998 nos Estados Unidos, superou expectativas no País. De 2013, quando abriu a primeira unidade em São Caetano do Sul (SP), a 2019, 14 franquias foram inauguradas nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, com mais oito em processo de abertura em outras regiões. Esse número surpreendeu Rob Price, presidente executivo da franquia, que agora tem no País a menina de seus olhos. A meta, diz, é ter 150 escolas no Brasil em dez anos. Confira trechos da entrevista:

 

Mesmo com o País passando por uma crise econômica, a School of Rock cresceu muito por aqui. Por quê?

Em tempos de crise econômica, há dois elementos fundamentais que são muito resilientes. A última coisa que as pessoas cortam de gastos é com seus filhos. Dentro disso, a última coisa é cortar com o desenvolvimento pessoal do filho. Todas as dimensões no Brasil são bastante cômodas à nossa empresa. Há muita concentração demográfica em bairros – é como um país cheio de Novas Yorks, o que nos permite crescer rapidamente. Há poucos países no mundo com uma cultura musical tão forte, e não só de rock n’ roll clássico, mas uma herança de rock local, brasileiro. Temos um time brilhante de empresários que transformaram este mercado no mais importante fora dos Estados Unidos. Nunca teríamos planejado esse sucesso no Brasil. Há dois anos, quando me juntei à companhia como presidente, se me dissessem onde estaríamos no Brasil, essa não seria minha expectativa. Hoje, é nosso segundo maior mercado, mas gosto de pensar que é a nossa sede internacional não oficial.

Ter escala global é um objetivo?

Sim, e é alcançável. Não existe outro competidor global que preencha esse papel. A natureza de nosso negócio é internacional por definição. Não temos problemas de fornecedores ou tecnologia. Temos um modelo de negócio complexo, mas sabemos replicá-lo. É mais sobre adaptar o nosso modelo à cultura local. Rock n’roll é um fenômeno universal em todo mercado desenvolvido do mundo.

Há como manter esse sucesso em um mundo em que as crianças aprendem música pelo YouTube?

Eu seria um péssimo presidente se não tivesse a paranoia sobre como o comportamento do consumidor está mudando. Mas a pedagogia musical clássica sobrevive há dois mil anos. Vamos nos adaptar. Não ensinamos músicas para criar shows. Criamos shows para ensinar música. 

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