Andre Dusek/AE
Andre Dusek/AE

''O Brasil não pode ficar para trás na disputa cambial''

Ministro comenta as medidas para conter a desvalorização do dólar e diz que o câmbio tem impacto relativo na inflação: 'Ele tem colaborado muito, mas não precisa colaborar tanto assim!'

Adriana Fernandes, Beatriz Abreu, Fabio Graner e Renata Veríssimo, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que o governo não vai manipular o câmbio para combater a inflação e que a estratégia é garantir competitividade da indústria nacional. Ele defende as medidas que dão superpoderes ao Conselho Monetário Nacional para conter a especulação financeira e a valorização do real.

O real valorizado, na avaliação do ministro, pode ajudar na queda da inflação, mas não se pode confundir medidas cambias com as de combate à inflação. A contenção da alta de preços, como sinalizou o ministro, se dá por um crescimento menor do crédito, a elevação da taxa de juros, as medidas prudenciais, o aumento do poupança para o pagamento dos juros da dívida interna e a redução do gasto público.

O ministro não banca que a inflação vai recuar ao centro da meta (4,5%) em 2012, defende cautela na política de juros e diz que a posição do governo Dilma Rousseff é de combater a inflação "(sem) derrubar a economia". Ele deu a deu a entrevista ao Estado na quinta-feira, um dia após o anúncio das fortes medidas cambias.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

A ata da última reunião do Copom se retirou o compromisso de convergir o IPCA à meta em 2012. O governo alongou o horizonte?

Confesso que não li a ata, mas se tivesse (lido) não comentaria. A ata tem múltiplas interpretações. Prefiro que o mercado interprete. Aí, eu vou ler a interpretação do mercado.

O sr. está comprometido com a convergência do IPCA em 2012?

A Fazenda está empenhada em levar o IPCA ao seu menor nível possível. Sempre. Essa é a missão.

Há problema se a convergência ocorrer apenas em 2013?

Eu prefiro que o Banco Central responda. Quando o CMN (Conselho Monetário Nacional) estabelece que o centro da meta é 4,5%, significa que estaremos perseguindo esse valor, num período mais curto, mais longo, etc.

Mas essa decisão é importante para a calibragem do superávit primário.

Nós adotamos a diretriz do BC em relação à convergência.

É possível acelerar o crescimento da economia para 5% em 2012 e reduzir o IPCA para 4,5%?

Sim. É preciso ver a natureza da inflação deste ano. Se as commodities tiverem mais bem comportadas em 2012, e tudo indica que estarão, uma das principais pressões inflacionárias mundiais não ocorrerá. Não somos favoráveis que caia muito, porque lucramos com commodities. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Também não acredito que o petróleo vai continuar subindo.

Não teria problema administrar uma queda mais suave do IPCA...

O BC é quem tem a resposta para isso. Você está querendo que eu diga que não tem problema (risos).

Se for preciso conter ainda mais a demanda, a Fazenda apoia?

Se tiver algum repique inflacionário, tomaremos medidas adicionais para reduzir o nível de consumo. Podem ficar tranquilos.

Restringir o crédito?

Com certeza. Se for necessário, conteremos mais o crédito.

Limitar o crediário? Os gastos com cartão de crédito?

Aí, já estamos indo longe demais.

Há indicativos de resistência para queda da inflação.

Se tiver algum risco de inflação elevada, tomaremos todas as medidas para segurar a inflação. É claro que não vamos fazer medidas absurdas, como matar a formiga com tiro de canhão. Isso nós não vamos fazer. Vamos procurar preservar o crescimento. Essa é a diferença.

É um desafio.

Para nós, combater a inflação não é derrubar a economia, como já se fez. Não adianta nada ter uma economia sem inflação, mas sem crescimento e emprego. Esse é o desafio do gestor. Aquele que diz "eu vou derrubar a inflação", e derruba o prédio, a casa, não tem vantagem nenhuma. Aí, é fácil. Nós somos pagos justamente para conciliar isso: segurar a inflação, porém, sem derrubar a economia.

Com as novas medidas cambiais, que deram ao Conselho Monetário, superpoderes contra especulação, o Brasil caminha para um órgão supervisor de derivativos?

Não há necessidade. Temos o BC, a CVM, o Ministério da Fazenda. E, agora, o CMN coordenando tudo isso. Estamos bem.

Essa maior intervenção não deixa o mercado disfuncional?

O mercado financeiro sempre deve ser muito bem regulado e fiscalizado. Quando desregula, já se viu no que dá: a crise de 2008. O mercado de derivativos é o que tem mais risco, pela possibilidade de alavancagem. Mas tem a função de dar hedge, dar seguro às transações. Isso é perfeito!

Quanto está envolvido nesse mercado?

Muitos bilhões. Chamou nossa atenção a posição dos estrangeiros. De repente, a posição vendida em dólar aumentou e US$ 24 bilhões eram estrangeiros. Aí, vimos que havia forte tendência especulativa.

Por que a medida não foi só em cima dos estrangeiros?

Para impedir as triangulações. Não é muito fácil lidar com esse mercado, que é criativo. A medida é geral e pega todo o mercado. E, ao contrário do que dizem, não haverá migração para fora.

O sr. está seguro?

Não vão migrar porque as operações têm de ter uma perna no Brasil. Quem diz isso está equivocado.

As medidas podem ser ajustadas? Estamos sempre prontos para fazer correções. A medida é ampla, não é simples e a gente não consegue imaginar todas as implicações que ela pode ter. Nós não podíamos conversar antes, porque senão seria fácil: "Olha pessoal, nós vamos tomar essa medida..." Medida cambial não pode se anunciar antes.

O governo tentou, mas não conseguiu, manter o dólar em R$ 1,60. e agora está em R$ 1,50. Pode subir até o fim do ano?

O governo não trabalha com patamar de câmbio, que é flutuante. Vemos um momento de desvalorização forte do dólar, que está num momento ruim. Tem gente se livrando dos títulos americanos, por causa dessa confusão que eles criaram em torno do orçamento.

O governo consegue monitorar a exposição cambial das empresas?

Houve um aumento da exposição a dólar, e isso você detecta na dívida externa, que subiu para US$ 283 bilhões.

Mas as medidas não resolvem a questão do fluxo de capitais para o País.

Não! Diminuiu o fluxo. Tomamos medidas quando o fluxo financeiro no ano era recorde. As empresas brasileiras estão tomando menos risco em dólar.

O sr. chegou a identificar as empresas?

Não podemos fazer isso. Tem sigilo envolvido. Quando restringimos o crédito aqui, para diminuir a demanda e o consumo, ficou mais atraente tomar dinheiro fora. Não posso dizer que houve arbitragem. Alguma sempre há. Certamente, bancos tomaram para fazer arbitragem.

Então...

Cabe a nós mantê-los dentro de princípios de prudência, o que conseguimos. Não acho que há exposição exagerada. Nós até advertimos: "Pessoal, é melhor não aumentar sua exposição porque esse mercado uma hora vira". Não está nas Escrituras que o real vai sempre se valorizar. Em algum momento pode dar um problema nos Estados Unidos, uma desvalorização do real - espero até que tenha mesmo. Eles têm de pensar na ida e na volta dessa brincadeira. Está entrando muito investimento direto. É recorde.

Isso é suspeito?

A gente tem sempre de vigiar para ver. Em 12 meses, dá mais de US$ 65 bilhões. Sempre tenho de suspeitar de movimentos que não são regulares. Quando vejo movimento excepcional, não regular, sou obrigado a olhar. Eu, pessoalmente, olho as posições todo dia.

As medidas fecharam o mercado brasileiro para a especulação?

Não existe isso. Todos os mercados do mundo têm especulação, que é constitutiva da economia capitalista.

O mercado está engessado com os superpoderes do Conselho Monetário?

Não estamos engessando o mercado brasileiro, que é um dos mais dinâmicos e por isso tem também muita atratividade. A BM&F é segura, a Cetip é segura, o mercado brasileiro é muito atrativo porque ele é seguro e permite rentabilidade. Engessar, de jeito nenhum. Só aumentamos a segurança. Até poderia dizer que, no futuro, isso vai atrair mais capital, mas o sadio, que se sentirá mais protegido.

O sr. fica nervoso com o dólar perto de R$ 1,50 e lança medida cambial?

Nós acompanhamos dia a dia e vamos simulando medidas, que não nascem de repente.

E quando o dólar chega perto de R$ 1,50?

Aí, fico angustiado.

O dólar vai ficar nesse patamar de R$ 1,55 e R$ 1,60? É confortável? Confortável é aquele patamar que dá competitividade ao Brasil.

Qual é?

É muito difícil calcular. Câmbio de equilíbrio é muito difícil.

A presidente Dilma tinha dito que a intenção era não mexer no câmbio devido a dificuldade de convergir a inflação para a meta. O que mudou? As medidas que nós tomamos não têm impacto na inflação. O quadro se agravou. Tem gente vendendo títulos dos EUA e buscando alternativas de aplicação.

Por que não tem impacto na inflação?

O câmbio tem um impacto relativo na inflação. Ele tem colaborado muito com a inflação, pois tem caído. Mas não precisa colaborar tanto assim (risos)! O dólar a R$ 1,20 ia colaborar tremendamente, mas aí acabava com a indústria brasileira.

Com a inflação alta, longe do centro da meta, não seria bom manter a ajuda extra do câmbio?

Há medidas específicas para baixar a inflação. Não é pelo câmbio que se vai combater a inflação. O câmbio pode ajudar, mas as medidas fundamentais são o crescimento menor do crédito, elevação da taxa de juros, medidas prudenciais, aumento do (superávit) primário, redução do gasto público. Não vamos confundir as coisas. Não manipulamos câmbio por causa da inflação.

Se o BC perde esse braço (câmbio) do combate à inflação, volta a discussão de aumentar os juros.

Mas a inflação está caindo.

Nesta época do ano a inflação sempre cai. Depois sobe de novo...

Cai mesmo? Não é assim, em economia não tem "essa época cai mesmo". Continuaremos alertas. Agora, não será usando o câmbio. Isso resolve um problema e cria outro. Ajuda na inflação, mas tira a competitividade da indústria brasileira, entrega nosso mercado para os estrangeiros, penaliza a indústria.

É isso que está acontecendo, não é?

Isso prejudica diretamente a indústria, o setor de manufaturados, porque este é um setor que não se recuperou da crise mundial. Todo mundo está brigando pelos mercados que estão aí e uma das maneiras de brigar é com a manipulação cambial, desvalorizar sua moeda. Nós não podemos ficar para trás nessa brincadeira.

Há um pessimismo do mercado com as medidas de política industrial. O sr. mandou dizer que a política industrial não será um fiasco...

Eu nunca pensei que as medidas poderiam ser um fiasco. Eu coloquei a Receita em pé de guerra e indo atrás dos produtos que têm falsificação.

Como assim?

O Brasil hoje é um dos países que mais tem ações antidumping no mundo. Às vezes, não adianta. Eu faço antidumping em um país X e este país pega mercadoria, manda para o país Y e este manda para o Brasil. Estou mandando pegar todos os produtos que estão assim e vão entrar na linha cinza da Receita, serão fiscalizados rigorosamente.

Há espaço para desoneração? Fala-se em R$ 45 bilhões até 2015.

Não existe esse número, não tem esse número de jeito nenhum.

É muito alto?

Claro. Temos de zelar pelas contas públicas. Se desonerar tudo, derruba o primário (o superávit gerado para o pagamento de juros da dívida).

Aí o BC tem de aumentar juros.

Aí fica pior. Agora, não tem R$ 45 bilhões de jeito nenhum.

Não estaria faltando um apoio efetivo às empresas?

De fato, a situação do comércio de manufaturados é a parte mais crítica da economia mundial, que não se recuperou da crise.

Não deveria ser mais agressivo nas desonerações do que acelerar a devolução de créditos?

Desoneração nós temos feito e vamos continuar fazendo. As desonerações sempre têm os limites orçamentários, porque não podemos descumprir as metas fiscais. Vão me aplaudir por desonerar, mas vão criticar por não cumprir a meta. Então, tem de equilibrar o jogo.

Não dá para segurar mais o gasto público e ser mais agressivo ao desonerar?

Nós seguramos bastante o gasto.

Mas não dá pra ir além?

Nós estamos dentro das metas. Também não dá para asfixiar o setor público, que tem de fazer investimentos, programas sociais, pagar salários e aposentadorias. Não dá para dizer: "Vou passar uma navalha e corto". Se exagerar, você desequilibra a equação. Não dá para passar a navalha.

Desonerar a folha não é melhor do que outras desonerações pontuais?

É muito importante para dinamizar a economia, mas não está pronta para esta etapa. Não podemos fazer de improviso. Tem de ser feita com cautela.

Quando sairá a desoneração da folha? Ainda este ano. Calculo que em um mês e meio teremos essa medida. A medida tem de ser boa para a produção, senão não adianta.

O ministro da Previdência (Garibaldi Alves) disse que o ideal era não fazer.

Tá, mas o governo já decidiu que vai fazer. É uma decisão de governo. É claro que não queremos prejudicar a Previdência.

O que o sr. espera do impasse nos EUA sobre o teto da dívida?

Espero que o bom senso prevaleça. Essa situação é inédita. Nunca vi uma situação assim, na qual o país mais poderoso do planeta, com uma boa parte dos títulos que são negociados no mundo, tenha o risco, mesmo que remoto, de dar um default. Só a cogitação é um absurdo. Acredito que o Congresso tenha a consciência que a economia americana não é local. Não é uma briguinha lá, entre republicanos e democratas. Essas ações têm repercussão mundial. Do contrário, eles vão acelerar a decadência da importância americana. É bom que eles resolvam logo essa situação, que está causando inquietação no mundo todo.

O sr. acredita na possibilidade de um rebaixamento dos EUA?

É preciso amadurecimento. Certas questões não podem ser politizadas. Demos lição disso no Brasil. Vimos como em momentos de conflito político nós fomos maduros de não envolver a economia. Preservamos o interesse da população. A nossa oposição nunca chegou a colocar uma situação crítica: "Para desgastar um governo fazemos qualquer coisa, até derrubamos o país".

Qual sua expectativa?

Tenho confiança que o Congresso dos EUA não prejudicará o mundo por algo que é da política. Quem fez aquela dívida não foi o presidente Obama. A culpa é da crise e talvez dos governos anteriores.

Mas é ele quem está sentando naquela cadeira agora.

Ele está sentado na cadeira, mas não foi ele que criou a crise de 2008. Quando Obama assumiu o governo, a crise já tinha eclodido.

É uma herança maldita do Bush?

Não sei se foi. Não sei se antes do Bush, também tinha lá o Greenspan (Allan Greenspan, ex-presidente do Fed, o Banco Central dos EUA). Não vamos acusar ninguém. Mas o que podemos dizer é que o Obama não é responsável pela crise americana. Os americanos são responsáveis. Wall Street é responsável e etc. Não dá para dizer que o Obama fez tudo errado e penalizar o homem. A dívida subiu porque ia subir mesmo. Não foi só nos EUA. Subiu na Grã-Bretanha, na França e em vários locais.

Independente de qualquer desfecho, eles farão cortes, e o estímulo econômico continuará sendo os juros baixos. Isso não trará mais dólares para cá?

Você tem razão. A política monetária flexível (nos EUA) infelizmente vai continuar. Mesmo superada essa situação, o problema é que, infelizmente, a economia dos EUA não se recuperou e não está se recuperando. Isso é que é triste. E o governo parece que não tem as condições de fazer essa recuperação. Ele está sendo cerceado em parte pelo Congresso.

O sr. espera uma terceira rodada de estímulo monetário?

Pode vir, porque o relatório do Fed dizia que a economia está aquém do que deveria, sinalizando que terá que continuar fazendo estímulos monetários. Eu vejo a situação na Europa mais lenta do que desejaríamos. Infelizmente, o mundo avançado vai continuar dando dor de cabeça para nós.

O real continuará valorizado, não há como alterar isso?

Dizer que o real vai continuar a se valorizar eu não subscrevo. Pode ser. Mas também podemos ter surpresas. Por isso eu digo: acautelem-se aqueles que estão expostos em dólar. A qualquer momento, poderemos ter uma reviravolta. Um agravamento da crise agora poderia causar isso. As coisas são inesperadas.

O poder do governo da presidente Dilma está no equilíbrio da economia?

É a solidez da economia, na capacidade de crescer sem inflação, criando emprego... Sem déficit público, tendo um grande mercado consumidor que eles não têm. São as vantagens que dão hoje ao Brasil as condições de até enfrentar um cenário adverso. Aliás, o cenário internacional hoje está adverso.

É preciso ter cautela com os juros por causa desse cenário adverso? Precisa. É verdade. Precisa ter cautela com os juros. E, portanto, temos de criar as condições para que a nossa taxa de juros seja reduzida.

Não há o risco de se repetir o que ocorreu em 2008, quando se avaliou que o BC de Henrique Meirelles errou o timing dos juros?

(Silêncio). Eu não sei (risos).

O sr. queria falar alguma coisa sobre isso?

Eu não queria falar nada. Eu não falei nada. Eu só dei risada porque ela deu risada. É contágio. É o contágio. Em economia tem muito disso.

O que é possível fazer?

É importante que a gente crie condições para que a taxa de juros seja cada vez menor. É claro que, no momento em que a inflação sobe, tem de elevar os juros. Não tem jeito.

A meta cheia de superávit primário será feita em 2012?

O pessoal está discutindo o Orçamento para 2012. Não quero influenciar. Mas vamos continuar com a mesma política fiscal rigorosa em 2012, 2013 e 2014.

O sr. não está se comprometendo com a meta em 2012, como fez este ano.

Este ano eu me comprometi. Nós estamos com um processo de elaboração orçamentária, que é complicado. O que eu posso dizer é que, enquanto eu for ministro, procurarei buscar a meta cheia em todos os anos.

A gasolina terá reajuste? O presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, disse que haveria.

Diz ele que não falou isso. Pode ser que tenha havido, digamos, uma forma de expressão infeliz.

Será preciso aumentar no momento atual?

No momento atual achamos que não há o que fazer.

O Banco Central vem seguindo essa cautela com juros com esses aumentos bem baixinhos da Selic, de 0,25%?

Bem baixinho? É a mais alta do mundo! Aumentou 1,5 ponto porcentual. Qual foi o país que aumentou isso?Não tem nada de baixinho.

Mas, então, o BC não está tendo uma cautela com os juros?

Está tendo a dose que eles acham que é a adequada. Eu concordo com a dose. Mas ela não é baixinha.

O sr. agora está tendo uma política de boa vizinhança com o BC?

Você acha? Se você acha, eu não vou te contrariar. O que eu posso dizer é que eu tenho uma relação muito boa com o BC, de parceria.

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