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"O Brasil vai atrair investidores chineses"

Embaixador chinês fala sobre os interesses estratégicos da China no Brasil e analisa as perspectivas para a relação bilateral no atual contexto da economia global

Entrevista com

Li Jinzhang, embaixador da China no Brasil

O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2015 | 15h54

O embaixador da China no Brasil  Li Jinzhang fala sobre as perspectivas para as relações Brasil-China no atual contexto da economia mundial. Ele diz que, com a inovação tecnológica, o custo do pré-sal vai diminuir e conquistar maior competitividade. E a China tem interesse em participar da exploração das reservas. "Sendo um parceiro estratégica global do Brasil, China sempre apoia a cooperação bilateral mutuamente benéfica e de ganhos compartilhados em todas as áreas, inclusive da energia, e estimula a participação das empresas chinesas competentes", afirma. "Sendo um dos mais importantes parceiros da China na América Latina, o Brasil vai atrair mais investidores chineses". Leia a íntegra da entrevista concedida por escrito ao portal de Economia & Negócios do Estadão:

Perante a queda acentuada do preço internacional do petróleo, qual é o plano de investimento da China sobre o pré-sal?

Recentemente o preço internacional do petróleo caiu notadamente, principalmente devido à alteração de oferta e demanda no mercado de petróleo mundial. Por um lado, a recuperação econômica global está fraca no geral, com redução contínua da demanda do petróleo e outros recursos energéticos. Por outro lado, a exploração acelerada do óleo de xisto nos Estados Unidos e Canadá incrementou substancialmente a sua produção de petróleo bruto nos últimos anos, entretanto a OPEP não toma medidas de redução de produção, alguns países do Oriente Médio inclusive aumentaram a produção em vez de diminui-la. Historicamente, o preço internacional do petróleo já experimentou várias flutuações cíclicas. É de prever que, com a recuperação gradual do equilíbrio entre a oferta e demanda global, o preço do petróleo vai tocar o fundo do poço e recuperar terreno.

Atualmente, a queda do preço do petróleo vai afetar, inevitavelmente, a exploração não convencional de petróleo e gás tais como óleo de xisto, pré-sal, e areias petrolíferas. No curto prazo, o investimento neste tipo de exploração de energia pode ser reduzido. Mas, a longo prazo, devido a imensa demanda energética mundial e a redução constante de custo de produção, a exploração dos recursos de petróleo e gás não convencionais é inevitável. Por exemplo, o custo médio de óleo de xisto dos EUA caiu para cerca de 60 dólares, graças ao avanço revolucionário da tecnologia. Acredito que, com a inovação tecnológica, o custo do pré-sal vai diminuir continuamente e conquistar maior competitividade no mercado internacional.

Brasil possui abundantes recursos de pré-sal e a tecnologia de exploração mais avançada do mundo em águas profundas. No final de 2013, o Brasil licitou pela primeira vez blocos de pré-sal do mar profundo. O consórcio formado por empresas petrolíferas internacionais incluindo duas chinesas, a PetroChina e CNOOC, ganhou os direitos de exploração do bloco Ribeira. O projeto de exploração Ribeira constitui uma cooperação importante entre China e Brasil no setor de energia. Sendo um parceiro estratégica global do Brasil, China sempre apoia a cooperação bilateral mutuamente benéfica e de ganhos compartilhados em todas as áreas, inclusive da energia, e estimula a participação das empresas chinesas competentes.

Ao visitar o Brasil no ano passado, o Presidente Xi Jinping assinou uma série de documentos de cooperação com a Presidente Dilma Rousseff sobre o comércio bilateral e investimento, agora como está a execução dos acordos?

Em julho passado, atendendo ao convite da Presidente Rousseff, o Presidente Xi Jinping fez uma visita oficial ao Brasil com sucesso. Os dois chefes de estado chegaram a um importante consenso sobre o aprofundamento da parceria estratégica global entre a China e o Brasil, e o fortalecimento do intercâmbio e cooperação em vários domínios, reforçando ainda mais a confiança política e estratégica mútua, e orientando as relações bilaterais. Durante a visita, ambos assinaram 56 acordos de cooperação, abrangendo o comércio, investimento, finanças, infraestrutura, ciência e tecnologia, cultura, etc., envolvendo um montante de US$ 35 bilhões.

Nos últimos seis meses, ambas as partes reforçaram os canais de comunicação e conjugaram os esforços para intensificar a execução dos acordos, com resultados bastante positivos. Entre eles, o acordo de compra de aviões regionais está sendo concretizado, a entrega do primeiro lote de aeronave adquirido pela empresa de leasing do ICBC está prevista para 2018; ambas as partes avançaram positivamente sobre a importação de milho transgênico do Brasil e o recomeço da exportação da carne bovina brasileira para China; os três países - China, Brasil e Peru - estão cumprindo ativamente o consenso alcançado pelos três chefes de estado sobre a construção da ferrovia continental que liga o Atlântico com o Pacífico, têm assinado o memorando de entendimento relativo a constituição dum grupo de trabalho, e mantêm estreita comunicação entre si para iniciar mais cedo possível o estudo de viabilidade do projeto;  o projeto de transmissão UHV Belo Monte com participação da China State Grid Brasil, e projetos de investimento do Sany, BYD e de fabricantes de  automóveis estão sendo firmemente executados; o Search Engine Baidu em português teve boa aceitação no Brasil, recentemente um programa de Baidu feito para celular ganhou o título de melhor APP do Brasil; centro de computação em nuvem da Huawei foi construído na cidade de Manaus e funcionando; o Banco de Desenvolvimento da China e o Banco de Importação e Exportação da China estão discutindo projetos concretos de financiamento com o BNDS e CVRD, respectivamente; o acordo bilateral para simplificar a liberação de visto de negócios entrou em vigor em agosto passado.

A China está satisfeita com o desenvolvimento sustentado da cooperação bilateral, e continuará incentivando e apoiando o intercâmbio e cooperação entre os órgãos e empresas dos dois países, visando maior progresso, e elevando constantemente o nível de amizade e de cooperação mutuamente benéfica em função da felicidade dos dois povos.  

O Banco Mundial acredita que o Brasil é um dos países mais afetados pela desaceleração econômica da China. Qual é a sua opinião?

De acordo com as últimas estatísticas, em 2014 a economia chinesa cresceu 7,4% em relação ao ano anterior, a taxa mais baixa dos últimos 24 anos. Mesmo assim, devemos notar que China continua liderando o ranking mundial. Aliás, o crescimento econômico da China está baseado no aumento constante do volume total da economia, no ótimo resultado da reestruturação econômica, na alteração do modelo de crescimento econômico, e na elevação estável da renda da população. Podemos dizer que a economia da China está experimentando um processo de desaceleração no ritmo e de melhoramento da qualidade, e está transitando de altos índices de crescimento, para uma nova rotina de índices meio-altos. Com o avanço da globalização econômica de hoje e o incremento da conexão e interdependência entre as grandes economias mundiais, e sendo a segunda maior economia do mundo, as tendências econômicas da China vão afetar inevitavelmente outros países do mundo. Constatamos que o Brasil, um dos principais parceiros comerciais da China, de alguma forma foi afetado pela desaceleração econômica da China. O comércio bilateral em 2014 sofreu redução no valor, influenciado principalmente pela queda dos preços internacionais das commodities. Na verdade, em 2014 a quantidade de minério de ferro, soja, etc. que a China importou do Brasil, aumentou em relação ao ano anterior.

É necessário assinalar que, a economia da China está encaminhando rumo a modalidades superiores, divisões mais sofisticadas e maior racionalidade; a confiança política recíproca China - Brasil está crescendo, a conjugação dos interesses está aprofundando e as áreas de cooperação estão ampliando. Nesta nova situação, o desenvolvimento da China e a elevação constante da parceria estratégica global China - Brasil vão trazer novas oportunidades para o desenvolvimento do Brasil.

Primeiro, as oportunidades de mercado. China vai acelerar a nova industrialização, informatização, urbanização, e modernização agrícola, que vão incentivar enormemente a demanda doméstica. O Consumo está impulsionando cada vez mais a economia da China. De acordo com os últimos dados oficiais divulgados, em 2014 o consumo virou a força motriz número um contribuindo com mais de 50% ao crescimento econômico da China. Isto significa que a China rapidamente se tornará o mercado do mundo, sem deixar de ser a fábrica do mundo. Nos próximos cinco anos, China vai importar mais de US$10 trilhões de produtos. Estamos ansiosos de ver maior número de produtos brasileiros de alta qualidade, como carne bovina, café, etc. entrando no mercado chinês. Os próximos 20 anos serão de rápido progresso de urbanização na China, que continuará com forte demanda do petróleo, minério de ferro e outros recursos do Brasil.

Segundo, as oportunidades de investimento. Mantendo sua status de maior destino de investimento estrangeiro, China está se tornando rapidamente um grande investidor. Os investimentos chineses no Brasil e em toda a América Latina ainda estão em sua fase inicial, e têm grande potencial e espaço para expansão. Recentemente na primeira reunião ministerial do Fórum China - Celac, o presidente Xi Jinping anunciou o objetivo de alcançar US$250 bilhões de estoque de investimento direto da China na América Latina nos próximos dez anos. Sendo um dos mais importantes parceiros da China na América Latina, o Brasil vai atrair mais investidores chineses.

Terceiro, as possibilidades de relacionamento. Os cidadãos chineses estão "saindo" cada vez mais, e tendem a ultrapassar os polos turísticos tradicionais como países vizinhos, Europa e América do Norte, rumo a destinos não tradicionais como América Latina e África. Agora os cidadãos chineses fazem mais de 100 milhões de viagens para o exterior por ano. Apesar da imensa distância que separa o Brasil da China, a sua bela paisagem natural e peculiaridade histórica e cultural exercem uma enorme atração aos turistas chineses. Durante a Copa do Mundo do ano passado, milhares de cidadãos chineses viajaram ao Brasil para assistir e passear. Em 2016 Brasil vai sediar as Olimpíadas do Rio, virão mais turistas chineses ao Brasil, para assistir, passear e consumir.

O criador do conceito do BRICS e ex-economista do Goldman Sachs O'Neill disse que, por causa do fraco crescimento económico, o Brasil e a Rússia devem sair do BRICS antes de 2019. Como o senhor vê isso?

Ultimamente o crescimento econômico do BRICS desacelerou, e no cenário internacional se levantaram de novo vozes pessimistas que desprezam a cooperação BRICS. Mas não concordo com essas opiniões.

Em primeiro lugar, o desenvolvimento econômico tem sido sempre um processo de altos e baixos. Desde o início do século XXI, os países do BRICS mantiveram mais de uma década de crescimento rápido. Mesmo após o impacto da crise financeira internacional de 2008, continuaram com a dinâmica de crescimento e tornaram-se o motor do crescimento econômico mundial. Atualmente a desaceleração e dificuldades econômicas de alguns países devem-se à piora do ambiente econômico externo, e à reestruturação macroeconômica iniciada pelos próprios países do BRICS. Isso é essencialmente diferente da crise de endividamento e falta de demanda sofrida pelas economias desenvolvidas há algum tempo.

Em segundo lugar, os países em dificuldade mantêm os fundamentos econômicos em bom estado, e possuem muitos instrumentos de política macroeconómica. Países do BRICS contam com muita vantagem relativa a mão de obra, recursos e mercado, e com um enorme potencial para o desenvolvimento. Após anos de crescimento, e com um poderio bem maior, BRICS está melhor capacitado para enfrentar desafios e solucionar problemas.

Após mais de dez anos de evolução, BRICS passou de um conceito puramente de economia e investimento a uma força importante de cooperação concreta, que responde na altura à crise financeira, lidera o crescimento econômico global, e promove a democratização das relações internacionais. A sexta cúpula do BRICS realizada no ano passado em Fortaleza tem alcançado resultados positivos, iniciando uma nova rodada de cooperação pragmática. BRICS estabeleceu dois mecanismos financeiros: um banco de desenvolvimento, e uma reserva de contigência; definiu um plano de ação de cooperação abrangendo finanças, comércio, agricultura, ciência e tecnologia, saúde e muitas outras áreas, incluindo co-financiamento dos bancos de desenvolvimento estatais, cooperação empresarial, o grupo de comunicação comercial e outros projetos-chave de cooperação econômica. Acredito que isso dará um novo impulso para o desenvolvimento dos países do BRIC.

Atualmente, perante novos problemas e desafios do desenvolvimento, os países do BRIC devem se unir mais trabalhando juntos e ajudando uns aos outros para superar as dificuldades. BRICS representa 42% da população do mundo, 30 % do território, 21% da economia e 16% do comércio internacional, e nos últimos anos, contribui com mais de 50% ao crescimento da economia mundial. BRICS configura uma força poderosa e promissória, cujo crescimento será uma tendência histórica irresistível. Esta tendência é benéfica não só para os membros do BRICS, como também para os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos. Eu acredito que a cooperação do BRICS não vai ficar estancada pelo menosprezo de algumas pessoas. BRICS não vai se transformar em ICS. Neste momento tortuoso para o desenvolvimento, e sendo uma comunidade com destino comum, BRICS deve implantar mais firmemente a autoconfiança em respeito ao próprio caminho de desenvolvimento e ao futuro do mecanismo BRICS.

Qual será o impacto do plano de reforma da China anunciado em novembro de 2013 sobre a economia e sociedade chinesa?

Em novembro de 2013, a terceira sessão plenária do XVIII Comitê Central do Partido Comunista da China aprovou "a decisão do Comité Central do PCC sobre algumas questões vitais relativas ao aprofundamento pleno da reforma". Ao longo de 30 anos de reforma e abertura desde 1978, a China resolveu uma série de problemas do desenvolvimento por meio da reforma. Mas superados os velhos problemas, aparecem outros novos. O sistema precisa melhorar-se constantemente, a reforma sempre está "em andamento". Neste momento em que a reforma da China está entrando  numa fase crucial e atravessando águas profundas, a nova liderança coletiva da China anunciou um projeto global sobre "o aprofundamento pleno da reforma," para promover em forma coordenada a reforma econômica, política, cultural, social e ecológica, etc., decifrar os enigmas do desenvolvimento, eliminar os obstáculos institucionais que impedem o crescimento econômico sadio e sustentável, adicionando um novo impulso ao desenvolvimento econômico por meio de reformas.

A prioridade do aprofundamento pleno da reforma  consiste de aprofundar a reforma do sistema econômico, construir um mercado unificado, aberto, competitivo e ordenado, fazer com que o mercado desempenhe um papel decisivo na alocação de recursos, e melhorar o papel do governo. Atualmente, o desenvolvimento econômico da China entrou numa nova fase rotineira, evoluindo para modalidades superiores, divisões mais sofisticadas e composições mais racionais. Em outras palavras, a taxa de crescimento econômico da China pode não ser tão alta quanto aos 30 anos anteriores, mas a qualidade do crescimento deve ser melhor. No ano passado, perante a fraca recuperação econômica global e maior volatilidade do mercado financeiro internacional, ao mesmo tempo de manter a taxa de crescimento econômico de 7,4%, aceleramos a alteração do modelo de crescimento econômico, identificamos e cultivamos novos ramos de crescimento, transferimos o impulso do crescimento econômico do setor manufatureiro ao setor de serviços. A participação do consumo se torna mais relevante no crescimento econômico.  Em 2014, o setor de serviços atingiu 48,2% da economia da China, e o consumo contribuiu com mais de 50% ao índice de crescimento econômico. O aprofundamento da reforma econômica, não apenas conduzirá a economia da China a um desenvolvimento mais sustentável e saudável, ainda mais fará dela uma "âncora de estabilidade" e uma "propulsão" da economia mundial.

Em relação à reforma social, a maior sensação é a reforma do sistema judicial e o combate à corrupção. Desde 2013, a reforma judicial da China tem sido constante, incluindo a abolição do sistema da reeducação por trabalho forçado, e a correção de uma série de condenações erradas, e assim por diante. Estas medidas são importantíssimas para melhorar a transparência e credibilidade do sistema judicial, e garantir melhor a proteção dos direitos humanos. No ano passado, o Comitê Central do PCC decidiu promover amplamente "o Estado de Direito", para construir uma sociedade de direito onde a legislação seja mais científica, a aplicação da lei mais rigorosa, e o poder judiciário mais justo. Durante o ano passado, o combate à corrupção atingiu uma intensidade inédita, e bateu recorde de número e hierarquia dos funcionários públicos investigados e punidos, demonstrando nosso posicionamento de imunidade zero, cobertura total e tolerância zero com a corrupção. O combate à corrupção elevou ainda mais a credibilidade do governo, e fez a China ganhar a atenção e respeito do mundo.

2015 é um ano crucial para a China aprofundar plenamente a reforma. Partindo das reformas efetuadas em 2014, vamos tomar a iniciativa de adaptar-nos à nova rotina do desenvolvimento econômico, manter estável o crescimento econômico, dar maior importância à alteração do modelo e reestruturação, estimular a inovação, reforçar a prevenção e controle de risco, melhorar a previdência da população, e promover um desenvolvimento econômico estável e saudável e uma sociedade com harmonia e estabilidade.

Qual a sua avaliação sobre o resultado do I Fórum Ministerial China - Celac e a influência da China sobre outros países da América Latina como Argentina e Venezuela.

De 8 a 9 de janeiro passado, foi realizada a primeira Conferência Ministerial do Fórum China - Celac em Beijing. Este é um passo importante na implementação do acordo da Cúpula entre China e países da América Latina em Brasília em julho do ano passado. A conferência aprovou três documentos principais como fruto do encontro: "Manifesto Beijing do Primeiro Fórum Ministerial China - Celac", "Programa de Cooperação entre a China e os países da América Latina e do Caribe (2015-2019)" e "Mecanismo e Normas Operacionais do Fórum China - Celac", que como um todo, configuram os princípios orientadores, programa de ação e garantias institucionais do Fórum. O "Programa de Cooperação entre a China e os países da América Latina e do Caribe" determinou, para os próximos cinco anos, 13 áreas prioritárias e medidas conexas da cooperação integral China - Celac, que abrangem a política e segurança, comércio e finanças e investimento, infraestrutura, recursos energéticos, agricultura, indústria, ciência e tecnologia e inovação, intercâmbios humanitários, etc.. A conferência também decidiu que Chile iria sediar a 2ª Conferência Ministerial em janeiro de 2018.

O sucesso da conferência sinaliza que a ideia de uma cooperação integral China - América Latina virou realidade, uma nova época na qual a cooperação bilateral avançará paralela com a cooperação integral, estimulando-se reciprocamente, com efeitos amplos e positivos. China aprecia altamente o apoio do Brasil ao Fórum, e está disposta a trabalhar junto com o Brasil e outros países da CELAC para implementar ativamente os acordos da conferência, continuar promovendo a construção e desenvolvimento do fórum, e produzir frutos da cooperação mais cedo possível.

América Latina e Caribe concentram maior número de países em desenvolvimento e China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações com os países da América Latina e do Caribe, e considera-as como um importante alicerce da diplomacia da China. América Latina e China enfrentam tarefas semelhantes de desenvolvimento, com aspirações políticas comuns e um enorme potencial para a cooperação, são parceiros naturais. Em julho passado, o presidente Xi Jinping, a presidente Dilma Rousseff e outros líderes latino-americanos realizaram uma reunião histórica em Brasília, anunciaram o estabelecimento da parceria de cooperação plena caracterizada pela igualdade e benefício mútuo, e de desenvolvimento conjunto, decidiram criar o Fórum China - Celac, e indicaram o rumo das relações China - América Latina sobre um patamar mais alto.

Atualmente, as relações China - América Latina está no melhor período da história. Está aumentando a confiança política mútua, ampliando o intercâmbio e cooperação económicos, comerciais e humanitários, efetivando a colaboração nos assuntos internacionais, e consolidando a convergência dos interesses.

A propósito da relação entre China-Venezuela e China-Argentina, China mantem amizade com os dois países, somos parceiros importantes reciprocamente. Nos últimos anos, a cooperação pragmática China -  Venezuela e China - Argentina tem sido rápida e frutífera. Esta cooperação mutuamente benéfica, tem trazido benefícios concretos a seus respectivos países e povos, contribui ao desenvolvimento comum, e impulsiona ainda mais a cooperação mutuamente benéfica entre China e América Latina. China está disposta a trabalhar junto com Venezuela e Argentina por um maior desenvolvimento das relações bilaterais em benefício dos seus países e povos.

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