'O Brasil virou uma escola para a Tetra Pak'

Quando os suecos da Tetra Pak olham lá da matriz para o Brasil, eles veem não só uma operação de R$ 4 bilhões de faturamento que vendeu 12 bilhões de embalagens no ano passado. Além das dimensões do mercado em que atua, a filial brasileira tem uma importância estratégica. O Brasil é a o segundo País que mais exporta talentos para outras unidades da companhia. Hoje, 50 executivos de alto escalão formados aqui exercem funções de chefia em um dos 85 países em que a empresa sueca está presente. Na semana passada, Nelson Falavina, 45 anos, paulista de Campinas, desembarcou no Panamá para assumir o cargo de diretor presidente da Tetra Pak na América Central e Caribe.

O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h09

Como você foi parar no Panamá?

Estou na empresa há 22 anos. Passei metade desse tempo no Brasil e a outra metade pelo mundo. Minha trajetória internacional começou com um trainee na Suécia. Depois, passei por países como Equador, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos e Sérvia. Desde 2008, fui vice-presidente de vendas no Brasil e, agora, recebi o convite para conduzir a operação na América Central e Caribe.

Não incomoda ter uma carreira tão itinerante?

De forma alguma, porque o nível de aprendizado é incomparável ao de alguém que faz carreira em um único lugar - qualquer que seja esse lugar. Além disso, minha mulher e minhas duas filhas me acompanham sempre.

Por que o Brasil é destaque em exportação de talentos?

O desenvolvimento da Tetra Pak no Brasil deu projeção a quem participou do desenvolvimento da operação brasileira. Várias pessoas cresceram com o negócio. Em 1990, éramos uma empresa de R$ 100 milhões. Hoje, faturamos R$ 4 bilhões e o Brasil virou uma escola.

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