Wilton Júnior/Estadão
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‘O começo do ano que vem vai ser muito difícil’

Qual a expectativa para a economia brasileira no ano que vem?

Entrevista com

Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro do Ibre/FGV

Para especialista, o Brasil só vai se livrar do ciclo de recessão no ano que vem, O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 05h00

Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), diz que o País está em recessão desde o segundo trimestre do ano passado. Para ela, o Brasil só vai se livrar desse ciclo no ano que vem.

Fizemos uma grande revisão nos números do boletim de setembro. Saíram dados de confiança que mostraram uma piora da economia. E revisamos a projeção do PIB para uma recessão de 3%. O nosso número era um pouco melhor, uma queda de 2,6%. A gente acha que o começo do ano que vem vai ser muito difícil, assim como o ano como todo, mesmo pensando num cenário um pouco melhor no segundo semestre. Isso faz com que o PIB continue bem negativo. A nossa projeção é de uma queda de 2,1%.

Qual é o tamanho da atual recessão?

O dado do Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos) é impressionante. É uma recessão que dura desde o segundo trimestre do ano passado e, pelo nosso dado, vai até o ano que vem. O que a gente consegue avaliar da economia é que haverá uma contração média de 0,2% por trimestre ao longo do ano que vem.

Qual a consequência desse cenário?

São três anos ruins com uma estagnação em 2014, uma queda de 3% em 2015 e um provável recuo de 2% em 2016. Essa extensão é muito importante, um cenário muito complicado.

Quais as causas dessa desaceleração?

As pessoas colocam a culpa (da desaceleração) na Lava Jato, mas as coisas são muito mais complexas. É claro que a Lava Jato pode ter antecipado um pouco o movimento, mas a construção civil já vinha piorando. A desaceleração já estava contratada. A questão é que poderia se criar um período positivo de esperança se houvesse um governo com menos dificuldade de assumir mudanças.

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