finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

''O consumidor está parado''

Crise obriga empresários a cortar custos

Marianna Aragão, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

21 de novembro de 2008 | 00h00

A escassez de crédito, um dos maiores efeitos da crise para os empresários, fez o empreendedor Ivan Barchese mudar algumas práticas na sua empresa, a fabricante de ligas metálicas e alumínio em pó Mextra. Segundo ele, os juros dos empréstimos saltaram de 3% para 12% ao ano com a crise, praticamente travando o caixa da empresa. "Estamos reduzindo custos a fórceps", diz. Nas últimas semanas, a companhia adotou medidas como renegociação de prazos e preços com os fornecedores e realização antecipada de alguns contratos. "Até quem viajava em classe executiva terá de ir de na econômica", brinca Barchese. O objetivo das mudanças é manter a produtividade e o ritmo de expansão - de 30% anuais -, enquanto o dinheiro dos bancos não aparece. Manter o foco no fluxo de caixa também tem sido a preocupação do empresário Cristiano Buerguer, da fábrica de embalagens e etiquetas Tecnoblu, de Blumenau (SC). Na empresa, o corte nos custos passou pela extinção de alguns serviços, como assessoria de imprensa e viagens. Buerguer também prevê crescimento menor em 2009. A expansão deve ficar em 20%, ante os 33% previstos para este ano."Trabalhamos com o pior cenário para os próximos seis meses", diz a superintendente da Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano. Na quarta-feira, em São Paulo, a executiva disse que está cortando custos e comprando só o necessário para manter a saúde financeira da companhia. "Sem fluxo de caixa, a empresa quebra." Segundo ela, novembro está sendo um mês "difícil" em termos de vendas. "O consumidor está parado."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.