Fábio Pozzebon/Agência Brasil
Fábio Pozzebon/Agência Brasil

O debate sobre que País queremos ter precisa ser baseado em dados e sem agressões

Com esse espírito, ao longo das próximas 30 semanas, em encontros quinzenais, irei expor um conjunto de 15 propostas para discussão

Fabio Giambiagi*, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2022 | 04h00

Este ano teremos eleições. Precisamos ter uma reflexão acerca de que País queremos ter. E esse debate precisa ser profundo, baseado em dados e sem agressões. Com esse espírito, ao longo das próximas 30 semanas, em encontros quinzenais, irei expor um conjunto de 15 propostas para discussão, com vistas a alimentar o bom debate. 

Cabe aqui fazer dois esclarecimentos. O primeiro é que os pontos estão longe de esgotar o conjunto de temas sobre os quais o governo terá que se debruçar em 2023 e são listados apenas como aqueles que a mim me parecem os mais relevantes em matéria econômica. E o segundo é que se referem à economia, porque essa é a área que conheço, o que de modo algum significa que não considere outros temas importantes e sim apenas é o reconhecimento das minhas limitações. 

É evidente, apenas para citar um caso, que a temática ambiental será fundamental nos próximos anos. Ocorre que nesse e em outros temas-chave para o País há pessoas muito mais qualificadas para opinar, razão pela qual sigo o princípio de deixar “cada macaco no seu galho”.

O objetivo será dividir com o leitor o que creio que cabe fazer em relação aos seguintes tópicos:

  1. a necessidade de optar por uma gestão econômica que assuma uma agenda de modernização que passa pela exposição da economia a uma competição crescente
  2. uma maior abertura da economia
  3. um programa realista de privatização
  4. uma mudança da questão das emendas parlamentares
  5. a Previdência, uma “não reforma”, que não deverá ser objeto de medidas em 2023, mas tema acerca do qual cabe fazer uma avaliação
  6. o teto de gastos
  7. a reforma administrativa
  8. a inevitabilidade de um programa de ajuste ter um componente de aumento da carga tributária
  9. a redefinição da estrutura ministerial, para termos uma pasta que integre as políticas sociais
  10. o abono salarial 
  11. uma regra para o reajuste salarial do funcionalismo 
  12. a política para o salário mínimo 
  13. a revisão parcial das regras de concessão do seguro desemprego 
  14. a criação de um novo programa social
  15. a relação federativa entre a União e o conjunto dos entes subnacionais.

Uma velha raposa política me disse uma vez: “Seu problema, Giambiagi, é que você prioriza a lógica. E a pior coisa para convencer alguém a votar algo no Congresso é a lógica”. Aceitei a crítica com humor. Continuo acreditando, porém, que vale a pena insistir. Prefiro a lógica a outros instrumentos. 

*ECONOMISTA

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