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O dia começa com um café informal e não tem hora para acabar

O relógio ainda não conta oito horas da manhã, mas o escritório da PDG Realty, na zona sul do Rio, já está bastante agitado. Diferentemente do que se espera do ambiente de trabalho no quartel-general da maior incorporadora do País, o que se ouve por ali é o barulho de pratos e xícaras de um café manhã, o de uma TV e o de um descontraído bate-papo.

Bastidor: Alexandre Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

É nesse ambiente aparentemente despretensioso que o presidente da PDG, José Grabowsky, o Zeca, tem o primeiro contato com a equipe de 32 jovens que forma o que ele chama de "cérebro" da empresa. A maioria chega às 8h para o café com o chefe e pode ser visto por ali até umas 22h. O café mais concorrido é o de segunda-feira, quando eles querem se encontrar para contar o que fizeram no fim de semana. Não é raro alguém dizer que aproveitou o domingo para trabalhar.

Com o histórico de aquisições recentes, a preparação de grandes negócios já consumiu muitas madrugadas e fins de semana da equipe. "Não dá para fazer o que fazemos sendo um burocrata, que só trabalha de 9h às 18h e vai embora porque deu a hora. Aqui, ninguém sai por causa do horário, mas porque acabou alguma coisa", diz Zeca, que tem calafrios ao ouvir a palavra férias. Na PDG, ele encoraja todos a dividirem o descanso anual em três etapas de dez dias. Mesmo assim, é preciso manter os Blackberrys ligados. "Se fica um mês fora, eu esqueço a cara do cara! E do jeito que temos feito coisas, a empresa já será outra quando ele voltar", diz. Zeca gosta de gente que gosta de trabalho, mas preza pelo ambiente informal. "Aqui não tem ninguém metido a besta, coisa que eu detesto. Nosso estilo é um low profile mais carioca", conceitua.

A informalidade característica do Rio tem ajudado a equipe a implementar a sua cultura nas empresas que a PDG tem adquirido. "A gente pode ser duro e cobrar resultado sem atropelar. Somos pragmáticos, mais de ouvir do que entrar ditando regras", define Zeca. Ele acredita que os resultados acabam convencendo os dirigentes das empresas, geralmente ex-controladores que eles mantiveram na direção, a adaptar seus conhecimentos do setor à métrica financeira da PDG. E as reuniões não precisam ser conduzidas em salas fechadas. Há pouco tempo, Zeca fez uma longa reunião com Rogério Chor, da CHL, enquanto caminhavam no calçadão de Ipanema.

O café não é obrigatório, mas é bom ser visto ali. Zeca admite que também usa o papo para avaliar seus pupilos e formar o repertório de indicadores que vai influenciar na concessão de bônus. A empresa não tem carro corporativo nem motorista. Todos têm chave da porta do escritório, onde nem o presidente tem secretária.

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