'O dinossauro se moveu', afirma Mantega sobre o FMI

O ministro da Fazenda, GuidoMantega, reconheceu no domingo que a proposta do FundoMonetário Internacional (FMI) de redistribuir entre os paísesem desenvolvimento 10 por cento de participação na instituiçãonão é ideal, mas é um avanço. Mantega disse que a proposta significa que a instituiçãoestá disposta a mudar para dar mais poder aos países emdesenvolvimento, embora seja a passos lentos. "O dinossauro se moveu", disse Mantega a jornalistas aoencerrar sua participação nos encontros de outono do FMI emWashington, onde expressou duras críticas à instituição. Segundo Mantega, o fundo admitiu que há países emergentesdinâmicos que querem mais representação e que isso foireconhecido formalmente. Ele também expressou satisfação com a idéia de que oProduto Interno Bruto (PIB) dos países comece a ter um pesomais forte na fórmula do fundo para redistribuir a participaçãodos países, o que beneficia o Brasil. "Esse fortalecimento de voto dos países emergentes se daráem pelo menos 10 por cento", disse Mantega. "É pouco... mas é um passo importante", completou. O ministro, que assumirá a presidência do G-20 na África doSul em novembro, se reuniu pela manhã com o novo diretorgerente do fundo, Dominique Strauss-Kahn, e disse que tem a"confiança" de que possa conduzir essa reforma. A recente crise no mercado imobiliário nos Estados Unidosque sacudiu os mercados financeiros, principalmente nos paísesdesenvolvidos, deu um novo ânimo aos países em desenvolvimentopara renovar suas reivindicações por mais participação políticano Fundo, indicando que a balança de poder no mundo estámudando. "O Fundo se preparou toda a vida para intervenções empaíses emergentes", disse. "Não estava preparado para enfrentar essa crise no subprime(crédito imobiliário de alto risco). Foi pego de calça curta enão propôs nada", acrescentou. Segundo Mantega, países emergentes como Índia, China eBrasil são os que estão ajudando a manter o equilíbrio nasfinanças internacionais e isso deveria ser reconhecido tambémem outras instâncias do poder internacional. "Por isso, deveríamos participar em pé de igualdade no G7",disse. O Brasil defende que o grupo de países maisindustrializados, conhecido como G7, se transforme em um G12 ouG13, incluindo as grandes economias emergentes.

ADRIANA GARCIA, REUTERS

22 de outubro de 2007 | 11h18

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