‘O empresário tem que acreditar em um sonho’, diz Constantino de Oliveira Júnior

Em entrevista concedida ao site ‘Economia & Negócios’, presidente da Gol Linhas Aéreas elogia economia brasileira e diz não temer endividamento da classe C

Letícia Bragaglia, do Economia & Negócios,

17 de fevereiro de 2010 | 16h51

Constantino de Oliveira Júnior não pára. À frente da Gol desde sua criação, em 2001, ele acaba de chegar de Nova York, onde esteve em viagem de negócios e pôde sentir o clima de preocupação dos investidores estrangeiros com o agravamento da crise na Europa. "O mercado lá fora anda muito focado na crise, pessimista, enquanto aqui as perspectivas são boas. A sensação é que a gente vive na ilha da fantasia"

 

Animado, o empresário conta que tem muitos planos para 2010. "Ainda no primeiro semestre o site da Gol vai passar a vender hospedagens em hotéis e locação de carros. Também vamos estimular o check in pelo celular. Tudo isso com o objetivo de ampliar receitas e diminuir custos".

 

O executivo conta ainda que está negociando com bancos para aumentar a oferta de crédito à classe média e diz não temer o endividamento da classe C, principal foco da companhia. Sobre a concorrência, é direto: "A competição é saudável, te tira da zona de conforto." Constantino, no entanto, diz que não pretende superar a TAM e conquistar a liderança do mercado a qualquer preço. "Queremos ser a empresa preferida de quem viaja a negócios, a lazer, ou vai visitar a família, sem comprometer os pilares que sustentaram nosso crescimento até hoje."

 

Durante a entrevista, Constantino fala sobre a criação da companhia e do longo caminho percorrido até que a Gol se tornasse a maior empresa aérea de baixa tarifa da América Latina. "O empresário tem que acreditar em um sonho e mobilizar as pessoas. Andamos em um terreno desconhecido por um longo tempo. A experiência trouxe maturidade", diz o empresário, que critica a desorganização do setor aéreo brasileiro.

 

Apaixonado por carros e aviões desde pequeno, Constantino chegou a ser um piloto de expressão na Fórmula 3 sulamericana. O sonho de correr na Fórmula 1, no entanto, acabou em uma viagem para Londres, quando descobriu que não cabia no cokpit. "Imagine um homem de 1,90 metro e 90 quilos dentro daquele espaço pequeno. Não era viável", conta rindo o empresário, que voltou às pistas há pouco tempo para participar das temporadas da Porsche GT3 Cup Challenge.

 

Veja abaixo a entrevista de vídeo completa dividida em quatro partes.

 

A criação da empresa e os momentos mais difíceis (Parte 1)

 

Planos para a Gol (Parte 2)

 

"O Brasil parece a ilha da fantasia", diz o empresário, ao comentar a crise mundial (Parte 3)

 

A paixão pelo automobilismo e a rotina dividida entre o trabalho e a família (Parte 4)

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