Renda extra

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O ex-faxineiro que hoje fala com banqueiro

A história da Eletrosom começa com uma geladeira azul à venda numa pequena loja de eletrodomésticos de Monte Carmelo, a 108 quilômetros de Uberlândia (MG), no início da década de 80. Um cliente chegou disposto a comprá-la, tentou negociar com o vendedor, mas desistiu de levar o produto. De um canto da loja, o recém-contratado auxiliar administrativo e faxineiro viu o homem ir embora. Aos 17 anos, Natal achou que teria mais habilidade para vender a geladeira azul do que o colega de trabalho. Geladeira azul vendida, o faxineiro foi promovido a vendedor, gerente e, por fim, comprou a loja, dando como pagamento um Fusca 74.

, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

Uma geladeira, um fusca e 140 lojas depois, Natal Acir Rosa comanda hoje uma empresa que fatura R$ 600 milhões, com estabelecimentos em cidades do interior de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Bahia, e que têm feito brilhar os olhos de investidores.

Cerca de 70% das lojas estão em municípios com menos de 50 mil habitantes - uma estratégia para evitar a concorrência. Por enquanto, a meta da Eletrosom é continuar no interior. Mas, para o futuro, a empresa tem planos mais ambiciosos.

Em agosto deste ano, pediu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A expectativa é de que a autorização saia já no início de 2011. De lá para cá, contratou um executivo de finanças, responsável pela relação com investidores, informatizou a empresa, e vem adotando práticas de governança corporativa.

Natal agora é presidente do conselho de administração, e o irmão Antônio, ex-bancário do Banco do Brasil, preside o grupo. A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) deve ocorrer em três anos. Antes, a varejista receberá aporte, não revelado, de um fundo de private equity. Aquisições de outras redes regionais não estão descartadas. Na verdade, é uma das opções mais factíveis para que a rede consiga atingir a meta de faturar R$ 1 bilhão no ano que vem.

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