O fim da guerra entre os partidos na Argentina

A Justiça Eleitoral da Argentina colocou um ponto final da guerra do Partido Justicialista sobre as eleições internas para escolher o candidato à presidência no pleito do dia 27 de abril próximo. A juíza María Romilda Servini de Cubria anulou a realização de eleições internas e habilitou os três candidatos para concorrer ao cargo: Néstor Kirchner, Carlos Menem e Adolfo Rodríguez Saá. Desta forma, a juíza apoiou as manobras do presidente Eduardo Duhalde para desarmar os menemistas, que no último congresso do partido havia anulado a obrigatoriedade de realizar as eleições internas para escolher somente um candidato. O objetivo do presidente Duhalde era impedir a consolidação de Menem como candidato único do PJ porque considerava que era impossível derrotá-lo em uma eleição interna partidária sem ter um candidato forte.Assim, Menem fica debilitado porque irá à uma eleição direta com o partido dividido em três, sem o apoio da estrutura e o voto peronista que historicamente nunca foi menor que 35%, independentemente de quem fosse o candidato, para enfrentar o alto índice de rejeição dos eleitores. Segundo os analistas, com o PJ dividido em três, pela primeira vez, Duhalde terá condições de levar seu candidato, Néstor Kirchner para o segundo turno que, provavelmente, será disputado por dois dos candidatos justicialistas. A partir de agora, o PJ terá três distintas alianças: Partido da Vitória, ala de Kirchner; Movimento Nacional e Popular, ala de Rodríguez Saá; e a ala liderada por Menem que ainda não tem o nome definido.

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