O inferno astral das incorporadoras

O atraso na entrega das obras, a falta de mão de obra qualificada e a perda de margens não são as únicas preocupações das construtoras e incorporadoras imobiliárias brasileiras. O setor também vive um inferno astral na bolsa. As ações das companhias do setor de construção já se desvalorizaram, em média, 23,8% neste ano. É uma das piores performances do pregão - só perde para a das empresas de papel e celulose, que tiveram desvalorização de 25,6% até agora, segundo levantamento feito pela Economática a pedido do Estado. Uma das maiores incorporadoras do País, a Gafisa viu seu valor despencar de R$ 5,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões, gerando especulações sobre uma eventual venda da companhia, que hoje não tem um controlador definido.

O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2011 | 03h06

Para virar essa página, as empresas terão de colocar um pé no freio no ritmo de lançamentos, assumindo uma postura mais defensiva. A expectativa do mercado é que elas apresentem metas mais conservadoras para o próximo ano.

A grande obsessão agora é gerar fluxo de caixa positivo, segundo José Grabowsky, presidente da PDG Realty, a líder do setor. "O ano que vem tem tudo para ser mais tranquilo. Será uma fase de crescimento menor, mas com margens de lucro melhores", acredita o executivo. A própria PDG deve divulgar, no começo de novembro, uma previsão de crescimento para o próximo ano menor que os 30% de 2011.

BEBIDAS

Cerveja 6% mais cara

O verão sequer começou e a cerveja já está mais cara. Bares e supermercados de São Paulo estão recebendo o produto custando 6% mais, segundo fontes do mercado. É a terceira alta em menos de 12 meses. No fim de 2010, a Ambev, dona de mais de 65% das vendas, fez reajustes entre 7% e 8%, em média. Em algumas embalagens, como latas, a alta foi de 10%. Em abril, com o novo IPI, houve repasses de 1,5% a 2,5%. Segundo fontes, outros Estados devem ter o preço alterado em novembro. Consultada, a Ambev disse que "reajusta os preços de venda ao varejo uma vez por ano, em linha com a inflação".

CELULOSE

China quer antidumping

O advogado Ricardo Wu, do escritório Huanzhong & Partners, de Pequim, chega ao Brasil hoje para comunicar que a indústria de celulose da China pedirá, por meio do governo chinês, abertura de ação antidumping na OMC contra empresas brasileiras do setor. Hoje, a meta de quase todos os investimentos da área no Brasil - representado em boa parte por Suzano, Fibria e JBS - é fornecer à China, que já responde por mais de 30% das exportações brasileiras da matéria-prima.

FUSÃO E AQUISIÇÃO

Cemig e Light fecharam

operação em 60 dias

Na semana passada, Cemig e Light anunciaram a compra de 9,77% do capital social da Norte Energia, dona da concessão da Usina de Belo Monte. O negócio foi finalizado em apenas dois meses em uma operação bastante complexa, segundo o escritório Azevedo Sette, que assessorou a Amazônia Energia. Foram mais de 1.500 páginas de documentos para assinatura.

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