O jeiro foi morar com a mãe

Contratado pela Mercedes-Benz há cinco anos, quando a indústria automotiva vivia seu auge e a montadora batia recorde de produção, Donizete Oliveira Souza, de 36 anos, perdeu a conta de quantos dias ficou em casa nos últimos meses em razão de paradas na produção por causa da crise que derrubou a demanda por caminhões e ônibus.

O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2016 | 05h00

Na semana passada, a empresa deu novo período de licença remunerada para a maioria dos mais de 9 mil funcionários, sem data para volta. No ano passado, após a mulher ficar desempregada, o casal e o filho de 2 anos foram morar com a mãe dele em Santo André. “Só com o meu salário não dava mais para pagar o aluguel da casa e as outras despesas.”

Com a mãe já estavam a irmã de Souza, com o marido e a filha. “Fico preocupado, pois tenho de ajudar a família e, se perder esse emprego, vai ser muito difícil arrumar outro.”

Funcionário do setor de pintura e com problemas de audição, ele compõe o grupo de trabalhadores da cota de deficientes da Mercedes.

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