'O maior desafio é formar sucessores'

Professor de gestão estratégica na University of Minnesota Duluth e presidente do International Family Enterprise Research Association (Ifera), o indiano Sanjay Goel é um dos maiores especialistas mundiais em empresas familiares. Goel chega ao Brasil esta semana para participar do corpo docente do curso de curta duração "Gestão de Empresas Familiares", do Insper.

O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2012 | 02h07

Quais as maiores dificuldades enfrentadas nos negócios familiares?

A formação de sucessores competentes é um dos maiores desafios. Negócios familiares, em geral, nascem de empreendedores visionários que dedicam a maior parte do seu tempo ao trabalho, já que empresas em estágio inicial requerem muita dedicação do fundador. Nesse processo, a maior parte dos empresários acredita que a família, por acompanhá-los de perto, conhece o seu trabalho. Mas só tardiamente eles se dão conta de que não é fácil transferir seu conhecimento e sua visão de negócio às novas gerações.

O senhor acompanha empresas ao redor do mundo. Há diferenças na maneira de tocar o negócio?

Em geral, empresas familiares ao redor do planeta partilham mais similaridades do que diferenças. Mas há peculiaridades culturais. Nos Estados Unidos, por exemplo, é comum filhos discordarem dos pais. Em culturas asiáticas, o respeito pela tradição e pelos mais velhos é mais forte. Essas diferenças podem interferir na maneira de tocar o negócio, mas não são determinantes.

O senhor citaria exemplos de empresas familiares que se destacam?

A italiana Illy, processadora de café que está na terceira geração, a alemã Faber-Castell e o grupo indiano Tata são alguns dos exemplos.

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