Renda extra

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O mascate do Chevette hoje tem 65 lojas

Aos 13 anos de idade, Reginaldo Carvalho já era dono de um mercado no interior do Piauí. Decidiu montar o próprio negócio porque achava o armazém do pai, numa cidade vizinha, pequeno. Inquieto, assim que aprendeu a dirigir foi explorar o Estado com um Chevette velho, carregado de farinha, óleo, açúcar e arroz para vender.

, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

Mais tarde trocou a vida de mascate por um mercadinho de 100 metros quadrados na garagem de casa. No balcão, ele e a mulher, Van. Foi o início do Grupo Carvalho - hoje, o 17º no ranking das maiores redes de supermercados do País, com faturamento previsto para este ano de R$ 1,5 bilhão.

"Viramos um fenômeno na cidade durante o plano Sarney", lembra Van. As pessoas queriam fazer estoque, mas as prateleiras estavam vazias. Reginaldo passava semanas fora de casa negociando mercadorias. O mercadinho virou um atacarejo e dali para a rede foi uma questão de tempo.

Com 8,5 mil funcionários e 65 unidades no Piauí e no Maranhão, o Grupo Carvalho consegue desbancar na região os grandes líderes no País, como Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart. Os concorrentes já fizeram propostas para comprar a rede da família Carvalho, mas o casal não quer negociar por enquanto. Dizem que, para quem conseguiu crescer em meio ao Plano Sarney, o momento agora é especial. "A minha faxineira tem seis cartões de crédito. O povo quer consumir e a gente vai aproveitar."

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