Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Imagem Fábio Gallo
Colunista
Fábio Gallo
Conteúdo Exclusivo para Assinante

O mercado e as eleições

Personalidade dos principais atores desse ambiente atua para alavancar a incerteza 

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2020 | 05h00

Diversos fatores podem trazer mais incertezas sobre o futuro da economia e o desempenho das empresas. Para os agentes de mercado, isso significa aumento do risco. Assim, nossas incertezas sobre quando teremos uma vacina e o quanto ela será eficaz ainda não permitem uma visão mais clara de quando sairemos da crise atualmente vivida. Mas o cenário se torna mais nebuloso pelos outros diversos fatores, como as eleições e a personalidade dos principais atores desse ambiente, que atuam para alavancar a incerteza.

Neste período de tanta volatilidade, um episódio oportuno para esse tipo de observação foi o primeiro debate entre Trump e Biden. No dia do debate, os traders agiram com cautela e a sessão foi fraca. Não havia muitas expectativas sobre esse confronto. No entanto, no dia seguinte, os mercados oscilaram mais do que o esperado, com os agentes reagindo com inquietação. Afinal, foi um dos piores debates entre candidatos a presidente daquele país, marcado por mentiras, ataques, zombarias – ou seja, uma briga feia de se assistir. 

O problema é que o resultado dessa eleição vai determinar o caminho da maior economia do mundo. Como consequência, os mercados reagiram negativamente frente às preocupações de que Trump não aceitará tão facilmente sua derrota. Mais incertezas ainda surgiram com o anúncio de que o presidente americano está com covid-19. 

Em Terra Brasilis, o grau de incerteza também é enorme. As ações confusas do governo e a tentativa de pedalada para obter recursos para o novo programa social mostram que a condução fiscal está muito mais difícil do que seria esperado. Tudo isso indica ao investidor que seu planejamento financeiro deve ser realizado com mais cuidado. Ainda que seus princípios básicos sejam claros, na prática eles não são tão fáceis de serem seguidos. 

Uma abordagem mais simples é a da pirâmide de planejamento financeiro pessoal. Como toda construção de pirâmide, devemos começar de baixo para cima, não tentando abordar todos os aspectos de uma só vez. Existem vários modelos de construção dessa pirâmide. Um dos mais simples é estabelecer quatro níveis: proteção, poupança, construção de riqueza e especulação. 

Na base, busque proteção, com seguros de vida, saúde e bens. No segundo nível, estabeleça como gerar poupança, planejando economias, de forma regular e disciplinada, para seus objetivos mais importantes de vida, como educação dos filhos, aposentadoria, casa própria etc. No próximo nível, crie carteira de investimentos que gere ganhos reais, mas alinhada ao seu apetite ao risco. No último nível, invista em ativos de alto risco, mas somente com dinheiro que, se você perder, não vai causar sofrimento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.