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'O modelo é meu', diz Dilma sobre concessões

Presidente reage irritada ao ser indagada se está seguindo a cartilha de privatizações do PSDB; Fernando Henrique diz que ela 'não aprende'

Rafael Moraes Moura, enviado especial a São Francisco do Sul, e Gustavo Porto, de São Paulo, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2013 | 02h14

A presidente Dilma Rousseff comemorou o resultado do leilão de trecho da rodovia BR-163, mas se irritou ao ser questionada pelo 'Estado' se o Palácio do Planalto está seguindo a cartilha de privatizações do PSDB. "O modelo, meu querido, é meu", disse.

A resposta de Dilma foi ironizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em São Paulo: "O que eu posso fazer? Ela não aprende", disse, rindo. "Ninguém inventa a pólvora e nem eu inventei a pólvora. As concessões existem há muito tempo e eu acho que nessas coisas as pessoas têm de ser honestas e humildes."

Dilma viajou ao litoral norte de Santa Catarina, para a inauguração da ampliação do berço 201 do Porto de São Francisco do Sul. Executada pelo Exército, a obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e custou R$ 35 milhões, dos quais R$ 30 milhões foram bancados pelo governo federal e o restante, pelo próprio porto.

"Na hora de se defender, todo mundo tem direito de falar o que quer", afirmou Dilma, ao responder à reportagem se o Planalto está seguindo o modelo do PSDB. "O modelo, meu querido, é meu. Eu não tenho conhecimento de nenhum investimento dessa envergadura feito antes de 2003, não tenho nenhum conhecimento disso. Você me mostra onde."

A presidente considerou o leilão da BR-163 "muito bom" porque houve deságio "significativo" numa rodovia estratégica para o escoamento da produção de grãos. "Foi muito importante o tamanho do deságio e também isso produziu uma tarifa de pedágio muito competitiva. É competitiva, vai possibilitar que você faça esse escoamento com um custo menor, o que vai ser uma garantia para todo mundo."

'Preconceito'. Para o ex-presidente Fernando Henrique, o que houve em relação às privatizações realizadas em seu governo "foi um preconceito, pela luta política, de dizer que quando se faz uma concessão está se vendendo um pedaço do Estado, se desnacionalizando", disse ele, que completou: "Se for assim, a presidente Dilma vai levar palmas, vai ganhar de mim longe. E tomara".

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