''O nosso consumidor está otimista''

''O nosso consumidor está otimista''

ENTREVISTA

, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

Luiz Fernando Veiga

Presidente ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SHOPPING CENTERS

O presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Luiz Fernando Veiga, está otimista. Se, no ano passado, em plena crise econômica global, o setor cresceu 10%, a expectativa para este ano é ainda melhor: 12%. Em entrevista ao Estado, ele comenta a chegada do grupo Iguatemi a Brasília e as perspectivas do mercado brasileiro.

O Distrito Federal tem índices econômicos elevados, o que o torna um mercado promissor no ramo de shopping centers. Mas, com 17 empreendimentos desse tipo em funcionamento hoje na região, ainda há espaço para crescimento?

Vou ser um pouco mais abrangente. O Brasil, de uma maneira geral, está absolutamente aberto para a entrada de mais shopping centers. Temos ao todo 392 shoppings, e este ano temos a perspectiva de inaugurar 21. É shopping espalhado pelo País inteiro. Brasília está realmente muito bem, acompanhando o desenvolvimento horizontal do setor no Brasil, que veio resolver os problemas do consumidor de uma forma mais segura e cômoda. É um desenvolvimento equilibrado em todo o território, não há o fortalecimento específico de uma área do Brasil, e sim de todas as regiões.

Qual o impacto da chegada do grupo Iguatemi a Brasília?

O Iguatemi é certamente uma grife consagrada no Brasil, que prima pelo bom gosto e pela maneira profissional de fazer as coisas. O mercado de Brasília vai ganhar muito com essa inauguração e ganham também os concorrentes. Vai melhorar os demais shoppings, porque ninguém gosta de perder o mercado consumidor. A reforma do ParkShopping (shopping do Distrito Federal que ampliou o número de lojas e a área no ano passado) é um sinal disso.

A previsão da Abrasce é de que o setor cresça 12% nas vendas em 2010, acima dos 10% verificados no ano passado. Os números podem ser maiores, não?

Acho que a nossa previsão para 2010 é conservadora. Ano passado, mesmo com o susto da crise, prevíamos um crescimento de 8% e subimos 10%. Hoje, o nosso consumidor está otimista, acho que vamos crescer ainda mais. /R.M.M.

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