O novo jato da francesa Airbus decola

ANÁLISE: Gilles Lapouge

O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2013 | 02h08

Na manhã de ontem toda a cidade de Toulouse, na França, olhava para o céu. Cinquenta mil pessoas aplaudiram o primeiro voo do novo Airbus - o birreator de longa distância A 350. Tudo se passou da melhor forma. O piloto, depois de duas horas, deu seu veredicto: "Um voo perfeito". Isso significa que os testes começarão. Eles durarão de 13 a 14 meses. Depois o A-350 tomará o caminho de todos os céus.

E em seu trajeto cruzará o Boeing, único concorrente, que é forte, hábil, enérgico. Até 1990 os céus eram das aeronaves Boeing. Hoje não mais. O Airbus está presente em todos os lugares. Mas embora faça frente ao Boeing nas curtas e médias distâncias, nos voos de longa distância o Boeing continua dominando - 60% desse mercado é do Boeing, enquanto 40% é do Airbus. Dos 20 mil aviões que percorrem longas distâncias no mundo, 13.000 são Boeing. E esses aviões são de longe os mais rentáveis: o A320 Neo custa 75 milhões de euros. O A350-900 custará 216 milhões de euros.

Portanto um grande desafio está diante da Airbus: ultrapassar a Boeing em voos de longa distância. Por isso o pessoal de Toulouse preferiu a prudência à pressa. Seu aparelho atrasou 14 meses, o que não é nada ante os problemas sofridos pelo Boeing 787: três anos de atraso e três meses bloqueado em terra por causa de baterias elétricas deficientes.

No caso do novo Airbus, mesmo que em grande parte seja produzido com fibra de vidro, foram evitadas técnicas modernas e perigosas. Em vez de montar o avião por seções inteiras da fuselagem, como o 787, a Airbus foi fiel à montagem por painéis.

No primeiro semestre de 2014 o primeiro A 350 será entregue à Qatar Airways. No início um avião será fabricado por mês. Dentro de quatro anos a expectativa é produzir 10 a cada mês./ TRADUÇÃO TEREZINHA MARTINO

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