O novo mercado da velhice, muito além dos serviços de saúde

O que pode parecer apenas mais uma comédia leve com ótimos atores ingleses - como Judi Dench, Maggie Smith e Tom Wilkinson - é na verdade um fenômeno mercadológico que mostra o potencial de negócios para recreação e bem-estar de idosos.

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2012 | 02h03

O filme em questão, O Exótico Hotel Marigold, foi um sucesso de bilheteria em 2012. Custou US$ 15 milhões e rendeu mais de US$ 120 milhões. E mostrou que, enquanto a população envelhece, mais pessoas querem assistir a filmes e séries que reflitam seus anseios e seu estilo de vida. Hollywood já percebeu a tendência e prepara outro filme do gênero, Quarteto, sobre músicos clássicos aposentados, com estreia prevista para janeiro.

O Exótico Hotel Marigold mostrou que, além das óbvias oportunidades ligadas à saúde e ao bem-estar na velhice, há chances de lucrar com opções de diversão e lazer dessa faixa etária. "Acho que é um mercado prestes a explodir", diz o especialista em envelhecimento David Bloom, da Universidade de Harvard.

Uma das empresas brasileiras que entenderam o potencial do consumo dos idosos é a operadora de viagens CVC. Para alguns destinos, os idosos chegam a representar cerca de 20% da demanda. Além dos produtos feitos para a terceira idade, a empresa desenvolve pacotes que naturalmente atraem essa faixa etária, como o cruzeiro com show do cantor Roberto Carlos. / F.S.

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