O passo além da diversidade
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O passo além da diversidade

Para o líder da Salesforce no Brasil, Fabio Costa, promover a inclusão verdadeira é o grande desafio das empresas

Salesforce, Estadão Blue Studio
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27 de junho de 2021 | 07h30

Ao participar de um dos painéis do Summit ESG Estadão, o gerente-geral da Salesforce no Brasil, Fabio Costa, fez uma defesa apaixonada da promoção da diversidade e da inclusão pelas empresas atuantes no País. “Essa é uma das grandes riquezas brasileiras. Quanto mais uma organização conseguir reproduzir a pluralidade que encontramos na sociedade, mais produtiva essa organização será”, afirmou o líder da Salesforce, fornecedora de softwares de gerenciamento de relacionamento com clientes.

Com o título “O ritmo da mudança”, o painel contou com a participação de convidados que formaram um rico mosaico de visões. Mediado pela jornalista Karla Spotorno, o debate teve também a presença da vice-reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Raiane Assumpção, e dos consultores Gabriela Alves Guimarães, sócia da FourEthics Consultoria, e Ricardo Sales, da Mais Diversidade.

Costa contou que uma das diretrizes da Salesforce para promover a diversidade e a inclusão são os grupos internos voltados a temas como as questões racial, de gênero e religiosa. “Queremos atrair para esses grupos não apenas quem se sente diretamente envolvido com cada tema, mas o máximo possível de colaboradores. O objetivo é criar um arcabouço interno de conhecimentos que possam ser facilmente disseminados e assimilados por toda a empresa”, descreveu o executivo.

Transformação cultural

A Salesforce criou, também, políticas objetivas de recrutamento de minorias. “É preciso um esforço especial no momento da aquisição de talentos, porque senão a tendência é repetir os padrões dominantes”, afirmou Costa. Esse passo ajuda a garantir que a empresa está no caminho de reproduzir a pluralidade encontrada na sociedade, mas isso não basta: é preciso promover a inclusão efetiva. Ou seja, dar voz a essas pessoas. Afinal, como diz aquela conhecida metáfora, “diversidade é chamar para a festa, inclusão é convidar para dançar”.

Muitas empresas estão preocupadas em criar indicadores, e isso é de fato importante, lembrou Costa, mas os números só ganham validade quando há também uma visão qualitativa. Por exemplo: não basta alcançar uma determinada meta de mulheres em cargos de chefia sem verificar o nível de participação efetiva que elas conseguem ter nas decisões da companhia e como elas são tratadas pelos colegas homens nas reuniões.

“Quando todas as pessoas se sentem livres para opinar, dar ideias, e percebem que são ouvidas e valorizadas, o efeito disso é incrível”, diz o líder da Salesforce. “As boas ideias vêm dos mais diversos lugares. Se a gente só dá voz a uma parte das pessoas, estamos desperdiçando muitas boas ideias.” O resultado, ele aponta, é que a empresa acaba sendo menos veloz do que poderia no processo de transformação cultural que o mundo está exigindo.

Confiança é tudo

Promover a diversidade e a inclusão é um trabalho educativo, define Costa. A Salesforce pretende contribuir não apenas para um ambiente interno mais tolerante e inclusivo, mas também para que seus colaboradores se tornem disseminadores dessa cultura na vida como um todo.

“Qualquer empresa hoje depende totalmente de confiança, e só consegue progredir no mercado e alcançar seus objetivos a partir desse fator. Atos ilegais ou inadequados, praticados interna ou externamente, corroem a imagem da organização e reduzem a capacidade de desenvolver essa relação de confiança com os seus diversos públicos”, avaliou Costa.

Embora a Salesforce seja relativamente jovem, fundada em 1999, no Vale do Silício, pode-se afirmar que já criou uma tradição sólida na área social. Um exemplo é o modelo 1/1/1, desenvolvido pela empresa: trata-se da doação de 1% do tempo dos funcionários para voluntariado e retribuição para a comunidade, de 1% dos produtos para organizações sem fins lucrativos com impacto social, e de 1% em doações financeiras. O modelo se tornou um pilar da cultura da Salesforce, evoluiu para uma organização independente que fomenta a adoção dessas práticas nas empresas (Pledge 1%) e foi adotado por várias outras companhias.

 

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