O PIB paulista já dá sinais de reação

Exibindo maior dinamismo econômico, São Paulo tende a sair na frente nos processos de recuperação da atividade – e é o que pode estar ocorrendo mais uma vez, sugerem os dados positivos do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado

O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2016 | 03h18

Exibindo maior dinamismo econômico, São Paulo tende a sair na frente nos processos de recuperação da atividade – e é o que pode estar ocorrendo mais uma vez, sugerem os dados positivos do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, que registrou crescimento no trimestre passado, segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Comparado ao primeiro trimestre, o PIB paulista aumentou 0,2%, com ajuste sazonal. Ainda mais favorável é o indicador de junho, com avanço de 0,9% em relação a maio.

A exemplo de outros indicadores, não se trata de recuperação rápida nem há certeza de continuidade. Mas tampouco se trata de dado isolado. Segundo o IBGE, a indústria paulista já havia se destacado em junho, com crescimento de 1,5% em relação a maio e acima da alta média da produção do País, de 1,1%.

A melhora do PIB paulista do período abril/junho é um primeiro dado positivo após cinco trimestres consecutivos de queda, segundo os dados preliminares da Fundação Seade. O PIB passou de R$ 466,7 bilhões no primeiro trimestre para R$ 480,8 bilhões no segundo trimestre, mas ainda é 3,8% menor do que o de igual período de 2015.

Na composição do PIB são computados o valor adicionado por agropecuária, indústria e serviços, além da arrecadação de impostos menos subsídios. O pior resultado está no item arrecadação, com queda nominal entre o primeiro e o segundo trimestres de 2016.

Em termos reais, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que representa quase 80% da receita estadual, caiu 8,5% entre junho de 2015 e junho de 2016 e 8,8% entre os primeiros semestres deste ano e do ano passado.

A indústria deverá ser o carro-chefe da retomada, após dez trimestres de queda consecutiva. Registrou alta da produção de 3,8% em relação ao primeiro trimestre, acima do avanço de 1,6% da agropecuária e de 0,6% do setor de serviços. A indústria de transformação cresceu 1,9% e o setor de produção e distribuição de gás, eletricidade, água e esgoto aumentou 1,2%. O pior resultado veio da construção civil (-2,5%).

O aumento da confiança das empresas, inclusive do comércio, e dos consumidores, segundo pesquisas recentes, facilitará a retomada. Mas não se deve ignorar o peso do investimento, ajudado por decisões como a da abertura de novas concessões, caso da Rodovia dos Calçados, entre Franca e Itaporanga.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.