O pior ainda está por vir, diz Brown sobre economia mundial

No Fórum Econômico Mundial, Primeiro-ministro britânico critica bancos por colocar preço muito baixo no risco

25 de janeiro de 2008 | 14h52

O pior ainda está por vir para a economia mundial, e os bancos têm culpa de pôr preço muito baixo no risco e de conduzir um excesso de atividades que não constam dos balanços, disse nesta sexta-feira, 25, Gordon Brown, segundo o jornal The Guardian. Veja também:Casa Branca alerta para 'desastre' se pacote atrasarBolsas de NY sobem pelo 3º dia consecutivoPacote econômico nos EUA impulsiona bolsas na ÁsiaDólar abre em alta, mas perde fôlego com feriado em SP "Esse será um teste para a economia global e aqueles de nós que acreditam nos livres mercados, economias flexíveis e globalização sustentável", disse o primeiro-ministro britânico no Fórum Econômico Mundial, em Davos.  "Também há o risco, com algumas notícias ruins ainda por vir, de ser otimista demais sobre o que podemos atingir ou prestar muita atenção na beleza nas nuvens e esquecer que elas são sinal de tempestade".  Segundo ele, a atual crise foi causada pela minimização na precificação do risco nos mercados financeiros, que está sendo corrigida só agora.  Ele previu que a economia mundial teria uma desaceleração neste ano, crescendo entre 3% e 4% ao invés dos robustos 5% dos últimos anos.  O primeiro-ministro afirmou que, para mitigar a crise, as autoridades têm que acertar a política monetária e fiscal - o que alguns analistas dizem ser uma "pista" oculta ao Banco da Inglaterra para que reduza sua taxa de juros na reunião da semana que vem. Protecionismo Brown disse ainda que os países precisam derrubar barreiras para propiciar comércio e investimento, e devem avançar nas arrastadas negociações para um acordo comercial internacional. "Nós precisamos ser menos protecionistas", disse.  "O desafio é mostrar que nós podemos fazer o diálogo sobre as negociações comerciais avançar", disse o premiê, acrescentando que os países precisam garantir políticas regulatórias e fiscais adequadas em meio a preocupações sobre uma desaceleração na economia mundial. (com Reuters)

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