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O pior da inflação já passou, diz Mantega

Segundo ele, as commodities estão em queda e os índices no Brasil estão apresentando redução na margem

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

01 de agosto de 2008 | 17h30

O "pior já passou". Essa é a avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a alta da inflação. Segundo ele, os preços das commodities estão em queda e os índices de inflação no Brasil estão apresentando redução na margem. Por isso a crença do ministro de que o pior da alta de preços já passou. Veja também:BC quer inflação no centro da meta em 2009, diz MeirellesMantega: BC e Fazenda trabalham juntos contra inflaçãoEntenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preço "Os preços que começaram esta elevação, especialmente os das commodities, estão em queda. O petróleo, que impulsionou forte, está em um patamar mais moderado, pois nas últimas quatro semanas caiu 4%. As commodities agrícolas também caíram. É claro que não posso garantir (o que vai ocorrer) no futuro. A minha intenção é que (as cotações das commodities) vão continuar caindo, mas não posso jurar. Pode ter especulação", disse. O ministro da Fazenda ressaltou que todos os índices de inflação no Brasil estão em redução, quando comparados aos resultados aferidos no mês anterior. "Todos os índices estão dando menor que no mês anterior. Eu acho que o pior já passou e há uma reversão desse ciclo", argumentou. Mantega ressaltou, contudo, que no acumulado em 12 meses os índices de preços ainda apresentam piora gradual de resultados, mas isso ele atribuiu a um efeito estatístico. O ministro, ao explicar aos jornalistas que tais indicadores apresentarão ascensão paulatina em um período de um ano, mencionou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode atingir o teto de 6,5% no encerramento de 2008. "A inflação de julho será menor que junho; a de agosto, menor que julho; a de setembro, menor que agosto; isto está acontecendo quando se pega 12 meses. Como você está substituindo mês do ano passado, você vai ter 6,1%, 6,2%, 6,3%, até chegar no final do ano a algo como 6,5%. Então ela (a inflação) vai crescer no acumulado (12 meses), mas na margem pra frente ela está caindo, o que é uma boa notícia, o que significa que em um certo momento (no acumulado em 12 meses) ela começará a cair." O ministro fez os comentários em entrevista coletiva, após participar de almoço com 70 empresários na sede da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib).

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