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O pior momento do ano para as contas cambiais

O déficit na conta corrente do balanço de pagamentos superou US$ 6,9 bilhões, em março, e US$ 24,8 bilhões, no primeiro trimestre - e será insustentável se a tendência se mantiver ao longo do ano, pois projeta um desequilíbrio próximo de US$ 100 bilhões. Os investidores externos, no entanto, parecem acreditar que este é o pior momento do balanço de pagamentos em 2013 e apostam numa recuperação, pois o Investimento Estrangeiro Direto (IED) foi de US$ 5,7 bilhões em março, e é estimado pelo Banco Central em US$ 4,7 bilhões neste mês.

O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2013 | 02h06

De qualquer forma, as contas de março foram piores do que esperava o mercado. Em 12 meses, o déficit na conta corrente (que inclui a balança comercial, serviços, rendas e transferências unilaterais) chegou a US$ 67 bilhões, ou 2,93% do PIB, acima dos US$ 63 bilhões de fevereiro e dos US$ 54 bilhões de março de 2012, também em 12 meses.

A conta de serviços foi negativa em US$ 3,7 bilhões, pois cresceu o déficit com transportes e, em especial, com turismo (+27,5% acima do de março de 2012). Os brasileiros viajaram mais e não parecem incomodados com a cotação do dólar.

O déficit em viagens internacionais alcançou US$ 16,3 bilhões em 12 meses. E ainda mais cresceram as despesas com aluguéis de equipamentos (US$ 4,8 bilhões, no trimestre, 20% acima das de 2012). A conta de rendas foi influenciada, para pior, pelas remessas de lucros e dividendos, que aumentaram 30% em relação ao primeiro trimestre de 2012. Também os juros da dívida externa foram 12% maiores.

Na verdade, o maior responsável pela deterioração cambial foi o déficit comercial de US$ 5,1 bilhões, até março, ante um superávit de US$ 2,4 bilhões em igual período de 2012. O efeito negativo sobre as contas cambiais foi superior a US$ 7,5 bilhões. E quase metade desse desequilíbrio se deveu à mudança das regras de contabilização de importações da Petrobrás - ou seja, seria menor se o consumo de gasolina não fosse subsidiado, em detrimento do etanol produzido no País, provocando alta das importações.

O ponto positivo é que o Brasil continua atraindo capital externo. Mas a quase duplicação do déficit em conta corrente no primeiro trimestre (de 2,2% do PIB, em 2012, para 4,3% do PIB, em 2013, segundo a consultoria LCA) poderá ter seu efeito agravado principalmente se houver uma retomada da economia global, oferecendo mais opções aos investidores.

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