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O povo argentino é a principal vítima, diz Pollack

O mediador das negociações, Daniel Pollack, disse na noite de ontem, em comunicado, que o povo argentino é a principal vítima do fracasso das negociações entre o governo de Cristina Kirchner e os holdouts, denominação dos fundos de hedge que não aceitaram reestruturar suas dívidas. A seguir, os principais trechos do comunicado.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2014 | 02h02

"Na manhã e na tarde de hoje, representantes da República da Argentina, liderados pelo ministro da Economia, Axel Kiciloff, e representantes dos grandes portadores de bônus do país, mantiveram reuniões face a face em meu escritório e na minha presença.

Infelizmente, nenhum acordo foi alcançado e a República da Argentina estará iminentemente em calote. Hoje, 30 de julho, era o último dia do período de carência para a República da Argentina pagar muitas centenas de milhões de dólares em juros para seus credores da troca, ou seja, aqueles que aceitaram bônus em 2005 e em 2010 em troca dos bônus que eles tinham depois do calote de 2001. De modo a fazer aquele pagamento de juros, porém, a República da Argentina também era requerida a fazer simultaneamente um pagamento aos portadores de bônus que se recusaram a aceitar as trocas de 2005 e 2010, isto é, os recalcitrantes. A República da Argentina não cumpriu aquelas condições e estará em calote.

Independentemente de qualquer declaração em contrário, calote não é uma condição meramente técnica, mas um evento real e doloroso que vai prejudicar pessoas reais: elas incluem todos os cidadãos argentinos comuns, os credores da troca e os recalcitrantes. Todas as consequências de um calote não são previsíveis, mas certamente não são positivas.

Trabalhei sem descanso para trazer a República da Argentina e seus credores juntos em um acordo. Não é meu papel ou minha intenção atribuir culpa a qualquer parte. Continuarei a estar disponível para as partes, para ajudá-las a alcançar uma resolução que elas precisam alcançar no interesse de todos os envolvidos. Não se pode permitir que um calote se torne uma condição permanente, ou a República da Argentina e os credores, tanto os da troca como os recalcitrantes, sofrerão danos cada vez mais penosos, e o cidadão comum da Argentina será a vítima real e derradeira." / DOW JONES NEWSWIRES

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