O protagonismo da governança na jornada ESG
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O protagonismo da governança na jornada ESG

Painel promovido pela KPMG ressaltou o quanto o “G” da sigla ESG é determinante para o sucesso nos pilares ambiental e social

KPMG, Estadão Blue Studio
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09 de novembro de 2021 | 08h00

“A governança é o vetor de integração de uma jornada ESG de sucesso. Eu acho até que a sigla deveria ser GES, com a governança na frente, de tão primordial que esse pilar é”, disse o sócio-líder de Governança Corporativa da KPMG no Brasil, Sebastian Soares, durante painel promovido pelo Estadão Blue Studio em parceria com a organização global que atua em auditoria e consultoria.

Composta pelos pilares ambiental, social e governança, a agenda ESG vem ganhando relevância cada vez maior no mercado brasileiro como diretriz para as iniciativas de sustentabilidade das empresas. “Os três pilares estão presentes nas companhias, mas, em geral, são cuidados por estruturas separadas. É preciso que haja maior integração entre esses pilares e que estejam conectados com a ambição e o plano estratégico das companhias”, observou Eliete Martins, sócia de Governança Corporativa da KPMG no Brasil.

Durante a conversa, mediada pela jornalista Michelle Trombelli, Sebastian lembrou que o poder de decisão está na governança. “Essa agenda só avança com o engajamento genuíno da alta gestão da companhia, pois envolve transformações complexas para resolver problemas reais – algo que exige planejamento e investimentos”, descreveu.

Em busca do equilíbrio ideal

Outro ponto relevante é a necessidade de basear a jornada ESG em indicadores claros, detalhados e globalmente aceitos, tanto para identificar o estágio da empresa como para definir metas a partir disso. Essas metas – a exemplo de reduzir a emissão de gases poluentes ou aumentar a participação das mulheres em cargos de gestão – ganham o peso de compromisso público, a ser acompanhado e cobrado pelo mercado e por todos os stakeholders.

“O objetivo de proporcionar lucro aos acionistas precisa ser equilibrado com a visão e os interesses dos colaboradores, dos clientes, dos fornecedores, dos fomentadores do capital financeiro, das organizações não governamentais (ONGs), da sociedade civil e do governo. É um mundo muito mais complexo”, analisou Sebastian.

O sucesso de longo prazo de uma empresa depende, em grande parte, da capacidade de obter esse equilíbrio. Num cenário de rápida proliferação de informações pelas redes sociais, o que uma empresa faz de positivo pode ganhar repercussão, mas o que ela faz de negativo se espalha muito mais rapidamente e com alto poder destrutivo. A agenda ESG trata, assim, tanto da identificação de oportunidades quanto da gestão de riscos.

Importância da asseguração

Embora não exista a obrigatoriedade de criação de comitês de sustentabilidade/ESG pelas empresas, Eliete observa que há uma tendência do mercado em constituir voluntariamente esses comitês, como instâncias de assessoramento ao Conselho de Administração.

O estudo “A governança corporativa e o mercado de capitais 2020/2021”, feito pelo ACI Institute da KPMG no Brasil com base nas informações divulgadas no Formulário de Referência de companhias abertas no mercado, identificou a existência de comitês de sustentabilidade em 22 das 241 empresas pesquisadas. “Esse número deve crescer muito nos próximos anos, em resposta à disseminação do conceito ESG e pelo fato de os Conselhos de Administração buscarem assessoramento por meio de comitês que sejam especializados no tema”, afirma a sócia da KPMG.

O mesmo acontece em relação ao Relatório de Sustentabilidade, que vem ganhando relevância como fonte de informação para o mercado. “A asseguração das informações de ESG por uma empresa independente traz mais segurança, confiança e conforto para os investidores”, diz Eliete, acrescentando que a KPMG faz esse tipo de trabalho há mais de dez anos – bem antes, portanto, da popularização da sigla ESG.

Acompanhe o painel na íntegra!

 

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