O que é economia circular e como aplicar na prática
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O que é economia circular e como aplicar na prática

Grupo Ambipar desenvolve projetos de reaproveitamento de resíduos na cadeia produtiva

Ambipar, Estadão Blue Studio
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21 de junho de 2022 | 15h07

Especializado em gestão ambiental, o Grupo Ambipar tem a promoção da economia circular como um dos seus pilares estratégicos. Ano passado, a Ambipar adquiriu a Boomera, que tem anos de atuação nessa área. O fundador e CEO da Boomera Ambipar, Guilherme Brammer, falou sobre a trajetória do empreendimento durante entrevista transmitida ao vivo e conduzida pela jornalista Michelle Trombelli, numa parceria do Estadão Blue Studio com o Grupo Ambipar.

Economia circular é o conceito que se refere ao reaproveitamento de resíduos na cadeia produtiva, o que reduz a demanda por insumos extraídos da natureza. Estima-se que, hoje, 2 bilhões de toneladas de recursos sejam inseridos na economia global a cada ano, o que supera em 50% a capacidade de oferta sustentável do planeta. De acordo com artigo recente do World Resources Institute, apenas 8,6% desse volume é reusado ou reciclado.

A disposição inadequada de todo o material que sobra nessa conta contribui para a poluição do ar, da água e do solo. Em contrapartida, uma economia mais circular poderia reduzir as emissões globais de gases causadores de efeito estufa em 39%, avanço que seria crucial para prevenir as consequências mais severas das mudanças climáticas.

A Boomera Ambipar cria projetos de reaproveitamento de resíduos na cadeia produtiva. Foi fundada porque Guilherme, engenheiro de materiais que trabalhava no desenvolvimento de embalagens para a indústria, sentia-se incomodado ao perceber o quanto havia de desperdício e de despreocupação com o ciclo completo de vida dos produtos. “Felizmente avançamos muito nesses dez anos, e o nível de conscientização do mercado cresceu bastante. O conceito de linearidade da produção, vigente desde a Revolução Industrial, está sendo revisto”, ele avaliou durante a conversa.

Futuro possível

Uma das evoluções que Guilherme percebe desde a fundação da Boomera Ambipar é que os temas de sustentabilidade deixaram de ser tratados por um departamento no segundo escalão das empresas para se tornarem responsabilidade direta dos CEOs. Outro avanço está na maior visibilidade das cooperativas de reciclagem, reconhecidas como um serviço essencial para a sociedade. E os produtos feitos com materiais reciclados ganharam qualidade e design, tornando-se objetos de desejo não apenas pela consciência ambiental.

A ideia de Guilherme ao fundar a Boomera foi criar uma empresa de Pesquisa & Desenvolvimento, em que os resíduos – especialmente aqueles mais difíceis de reciclar – são levados para o laboratório em busca de soluções para problemas apresentados pelas empresas clientes. “Fazer ciência com consciência”, ele costuma dizer. Hoje, são 100 funcionários diretos e impactando mais de 8 mil parceiros das cooperativas de reciclagem que atuam na coleta e triagem dos materiais e são apoiadas pelo modelo de gestão de cooperativas desenvolvido pela Boomera Ambipar.

Uma das inovações da empresa foi a construção de instrumentos musicais a partir da reciclagem de sachês de refresco em pó, base para o projeto “Reciclar é show”, que distribuiu para escolas mais de 10 tipos de instrumentos musicais feitos com milhões de embalagens recicladas. Outro case emblemático é a coleta de resíduos no litoral paulista para a fabricação de embalagens de produtos de limpeza. Destaca-se também no portfólio da Boomera Ambipar o projeto de reciclagem de cápsulas de café, que ganharam novas aplicações através da geração de resina reciclada aplicada em novos produtos.

O trabalho da Boomera Ambipar vem sendo reconhecido dentro e fora do País. No final de maio, Guilherme esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para receber um prêmio de empreendedor social. Para ele, a associação com o Grupo Ambipar reflete a convergência de propósitos entre as duas empresas focadas em melhorar os impactos ambientais. “Acreditamos que esse é um futuro possível.”

Assista aqui à íntegra da entrevista

 

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