''O que estava ruim continua ruim''

O último ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial revela mais do que o avanço positivo do País no último ano. Para o coordenador da pesquisa, professor Carlos Arruda, a principal mensagem do levantamento é um alerta. "O que estava muito ruim continua muito ruim", disse o pesquisador da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais.

IVANA MONTEIRO, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

Embora medidas macroeconômicas, como a redução da dívida pública, tenham contribuído para a melhora no ranking, o País continua mal classificado em itens importantes, como o peso da carga tributária no Produto Interno Bruto ou o desperdício do dinheiro público.

Dos 133 países pesquisados, o Brasil aparece na 117ª posição no quesito carga tributária em relação ao PIB. No que diz respeito ao efeito da carga tributária sobre a atividade econômica, o resultado é ainda pior: 133º lugar, o último colocado.

Segundo o professor da Dom Cabral, o bom resultado conquistado pelo Brasil no último ranking não é sustentável se não houver mudanças em relação a questões estruturais, como a carga tributária, os marcos regulatórios para as atividades empresariais, a qualidade da infraestrutura, da educação e do gasto do dinheiro público.

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