Wilton Junior/Estadão - 28/2/2019
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O que falta saber sobre a auditoria que abriu a 'caixa-preta' do BNDES

'Estado' enviou mais de 20 perguntas ao BNDES desde que a reportagem revelou que o banco pagou R$ 48 milhões à consultoria Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, mas não foram encontrados indícios diretos de corrupção

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2020 | 05h00

Desde a segunda, quando o Estado revelou que o BNDES pagou R$ 48 milhões à consultoria Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP para abrir a "caixa-preta" do banco nas operações relacionadas ao grupo J&F entre 2005 e 2018 - mas relatório não apontou nenhuma evidência direta de corrupção -, mais de 20 perguntas foram enviadas ao banco. Algumas das que não foram esclarecidas: 

  1. Uma reunião do conselho de administração do BNDES aprovou acréscimo no contrato com a Cleary para que a auditoria fosse concluída em 2018.  Por que a consultoria não foi encerrada naquele ano?
  2. Quem aprovou a continuidade dos trabalhos de auditoria no governo de Jair Bolsonaro? Com quais critérios?
  3. Além da Cleary, outras empresas receberam do BNDES para fazer a auditoria? Quais? Qual valor?
  4. Com qual justificativa o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, aditivou em R$ 15 milhões o contrato com a Cleary faltando apenas dois meses para o fim da auditoria? 
  5. Com o valor do contrato subindo para quase R$ 70 milhões (U$ 17,5 milhões de dólares), quer dizer que o valor da auditoria ainda pode ultrapassar os R$ 70 milhões?
  6. Além da auditoria, quais serviços foram prestados pelo escritório Clifford Chance US LLP, contratado na mesma concorrência internacional que o Cleary e que teve aditivo no contrato no mesmo valor e na mesma data, de US$ 14 milhões para US$ 17,5 milhões?
  7. Qual parte concorrência internacional de 2014 (vencida pela Cleary) diz que a empresa vencedora poderia prestar serviços de auditoria,  já que em nenhum momento o edital sequer traz tal termo?
  8. O valor de  US$ 1.096.574,00 (um milhão, noventa e seis mil, quinhentos e setenta e quatro dólares) pago à subcontratada Protiviti, para atuar na auditoria, está incluso nos R$ 48 milhões gastos informados pelo BNDES como o total gasto com a auditoria? Quantos foi pago e quantos ainda falta ser pagos a este escritório?
  9. A KPMG, empresa que audita o balanço do banco, acompanhou ou foi observadora neste trabalho. Caso positivo, a KPMG foi remunerada por este trabalho no âmbito deste contrato? Se acompanhou ou foi observadora, de quem partiu a demanda: do auditor, da diretoria ou do conselho de administração?

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