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O setor de tecnologia passa por grandes mudanças; veja cinco tendências importantes para este ano e os próximos

Renato Cruz, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2016 | 04h00

O setor de tecnologia passa por grandes mudanças. A queda na venda de microcomputadores e no volume de ligações telefônicas é uma demonstração disso. 

Abaixo, destaco cinco tendências importantes para este ano e os próximos: 

Adeus às telas. Popularizada pelo smartphone, a tela multitoque deve perder força. Com a evolução da inteligência artificial e do reconhecimento de voz, a interação homem-máquina se aproxima da comunicação entre humanos. 

Assistentes digitais, como Siri, Google Now e Cortana, tendem a ficar cada vez mais inteligentes, reduzindo a necessidade de buscar informações com os dedos. Além disso, o avanço da realidade virtual e da realidade aumentada sobrepõe o digital ao físico, e deve reduzir nossa dependência das telas dos celulares.

A consultoria Gartner chama esse cenário de “experiência ambiente-usuário”.

Insegurança ubíqua. Foi-se o tempo em que ataques digitais eram coisa de computador. A chamada internet das coisas faz com que precisemos ter cuidado com todo tipo de dispositivo, do forno de micro-ondas à usina hidrelétrica. Criminosos digitais agora conseguem causar danos físicos.

 

Finanças distribuídas. A tecnologia blockchain, núcleo da moeda virtual Bitcoin, pode revolucionar o mercado financeiro. Ela elimina a necessidade de intermediários e garante a validade das transações. 

Não dá para falsificar um pagamento numa rede que use o blockchain, pois a posição de todos participantes é registrada no dispositivo de cada um deles, e atualizada em tempo real.

A bolsa americana Nasdaq já começou a testar a tecnologia. É o fim das câmaras de compensação e dos cartórios.

Design generativo. A Airbus e a Autodesk apresentaram, no ano passado, uma divisória de cabine de avião criada com o chamado conceito de design generativo.

Com aparência orgânica, foi feita da seguinte maneira: a equipe de engenharia definiu suas características, como peso, tamanho e pontos de pressão, e o software gerou inúmeras opções a partir desses parâmetros, inspirado em processos como crescimento de ossos e de mofo. 

Os projetistas da Airbus decidiram escolher a melhor solução dentre as geradas pelo computador, o que resultou numa estrutura mais leve e resistente.

Materiais autorreparadores. Pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, criaram asas de avião que se consertam sozinhas.

Eles acrescentaram à estrutura de fibra de carbono das asas microesferas com um líquido que, em caso de dano, é liberado e fecha rachaduras, antes de se solidificar.

Os pesquisadores que desenvolveram o projeto se basearam na cicatrização da pele humana. Outros materiais autorreparadores em desenvolvimento têm aplicações que vão de esmalte de unhas a grandes estruturas de concreto.

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