EFE
EFE

O que você perdeu na economia no dia do impeachment

No dia em que Dilma Rousseff foi afastada da presidência do País para dar lugar a Michel Temer, foram divulgados PIB, Selic, Orçamento para 2017, correção da tabela do IR e reajuste do salário mínimo

Economia & Negócios

01 Setembro 2016 | 11h03

Nesta quarta-feira, desde a madrugada, todos os olhos estavam voltados para a votação do afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República no Senado Federal. De fato, o impeachment foi aprovado no início da tarde, com a oficialização de um novo governo sob a presidência de Michel Temer, que tem como um de seus principais desafios tirar o País da recessão econômica. 

Porém, entre uma fala de um senador e outra, um destaque e outro, foram divulgados ontem importantes indicadores e decisões referentes à economia: PIB, taxa básica de juros, Orçamento para 2017 e reajuste do salário mínimo. Perdeu alguma dessas notícias? Fizemos um compilado para você ficar por dentro:

PIB. Logo pela manhã, o IBGE divulgou o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) do segundo trimestre, que recuou 0,6% em relação aos primeiros três meses do ano (entenda o que é o PIB). Já na comparação com o segundo trimestre de 2015, houve queda de 3,8%. O resultado representa a sexta queda trimestral consecutiva. Apesar do recuo, dois componentes importantes que sinalizam uma saída da recessão – a indústria e o investimento – mostraram leve avanço na comparação trimestral. Por outro lado, o consumo das famílias, um dos motores de crescimento da economia, registrou o sexto trimestre consecutivo de queda.

Juros. No final da tarde, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano. Foi a nona decisão consecutiva pela manutenção dos juros básicos da economia. A diferença é que, agora, o BC listou claramente no comunicado, após a decisão, fatores necessários para “maior confiança no alcance das metas para a inflação” e, no limite, para um corte de juros. 

Salário mínimoO governo também anunciou que vai corrigir a tabela de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 5%. O reajuste será concedido de forma linear entre todas as faixas de rendimento. A correção é inferior à projeção do governo para a inflação deste ano, de 7,2%, mas um pouco maior do que a expectativa para a inflação – medida pelo IPCA – para 2017, de 4,8%. Com isso, o salário mínimo deve ficar em R$ 945,80 no ano que vem – atualmente, está em R$ 880. O reajuste, de 7,48%, é a projeção da União para a inflação medida pelo INPC neste ano.

OrçamentoDiante da recessão da economia e do ambiente político adverso, o governo do presidente Michel Temer decidiu afastar de vez a possibilidade de aumento de tributos neste momento. Ao apresentar o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2017, a equipe econômica listou uma série de medidas como concessões, cortes de despesas e ampliação de receitas, que serão perseguidas para garantir o cumprimento da meta no ano que vem: um déficit de R$ 139 bilhões. Além de impopulares, aumentos de impostos poderiam comprometer o processo de retomada da economia, que já percorreu seis trimestres de recessão. O governo também anunciou que pretende arrecadar R$ 24 bilhões com concessões e permissões.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.