Fabrice Coffrini/AFP - 22/1/2018
Fabrice Coffrini/AFP - 22/1/2018

O que você precisa saber sobre o Fórum Econômico Mundial, em Davos

Encontro anual de líderes mundiais acontece na cidade suíça entre 22 e 25 de janeiro, com o objetivo de moldar a agenda futura da globalização

O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 13h26

O que é o Fórum Econômico Mundial?

Todos os anos, no fim de janeiro, os principais líderes mundiais viajam para a cidade de Davos, nos Alpes suíços, para participar do Fórum Econômico Mundial, uma fundação sem fins lucrativos criada em 1971, com sede em Genebra.  

Davos tem um objetivo ambicioso: moldar a agenda futura da globalização. "Esse é o evento mais completo do mundo", defendeu o fundador do Fórum, Klaus Schwab, reforçando a ideia de interdependência e multilateralismo.

Quem participa do evento?

Em 2019, entre os dias 22 e 25, Davos recebe a elite das finanças do planeta, 70 governos e líderes de diversos setores, num total de 3,5 mil participantes. O evento será o palco da estreia internacional do presidente Jair Bolsonaro.

Abertura comercial, reforma da Previdência e combate à corrupção estarão no centro do discurso do brasileiro, que servirá para tentar desfazer a imagem que, até agora, tem sido negativa para o País no cenário internacional.

A comitiva brasileira vai contar com os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Justiça, Sérgio Moro; e o chanceler Ernesto Araújo. A  lista ainda inclui o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria, e o apresentador de TV Luciano Huck.

Este ano o Fórum não terá a presença de presidentes de países de peso: o americano Donald Trump, que cancelou a ida de toda a delegação dos Estados Unidos, o francês Emmanuel Macron, o argentino Maurício Macri e o chinês Xi Jinping. 

Qual a agenda de Davos em 2019?

Entre os temas que serão discutidos este ano estão o combate às mudanças climáticas, a busca de soluções comuns entre os países, imigração e até o "déficit de líderes" no mundo.

Os debates sobre mudanças climáticas têm sido ampliados no Fórum e, segundo o departamento que lida especificamente com o assunto em Davos, o objetivo é conseguir um compromisso das grandes multinacionais a agir para reverter a tendência relativa às emissões de CO2. Do Brasil se espera um compromisso também nesse setor.

O Brasil deve levar ao encontro a mensagem de que quer fazer parte do grupo de governos que vai redesenhar a Organização Mundial do Comércio (OMC). O chanceler Ernesto Araújo participará de uma reunião ministerial que deve servir de pontapé inicial para o processo de reforma da entidade, que está em crise profunda.

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