O ritmo vigoroso da economia norte-americana

O crescimento norte-americano, anualizado em 5% conforme os dados do terceiro trimestre, foi o maior em 11 anos e repercutiu positivamente nos mercados, superando as expectativas mais otimistas. E, ainda mais importante, trata-se de resultado obtido na terceira e última revisão do produto interno bruto (PIB) pelo Departamento de Comércio - a segunda estimativa havia indicado alta em ritmo bem menor, de 3,9%.

O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2014 | 02h02

A recuperação é vigorosa: no segundo trimestre a economia cresceu à taxa anualizada de 4,6%, já tida como promissora após a queda do PIB, de 2,1%, no primeiro trimestre, em decorrência do inverno rigoroso, que limitou a circulação de pessoas e o movimento comercial.

Os itens que mais contribuíram para o avanço real do PIB, segundo a nota do Departamento de Comércio, foram os gastos com o consumo pessoal, os investimentos fixos não residenciais, os gastos do governo federal, as exportações, as despesas dos Estados e dos governos locais e os investimentos fixos em residências. A diminuição das importações também contribuiu para elevar o produto interno, mas o aumento da confiança foi o diferencial.

O avanço do PIB norte-americano contrasta com o crescimento anêmico de países da União Europeia, como a França, com crescimento de apenas 0,3% entre o segundo e o terceiro trimestres.

Seis anos depois da crise das hipotecas subprime, que provocou uma recessão global, a economia norte-americana está quase refeita. O desemprego de 5,8% caiu para níveis próximos aos históricos e os pedidos de seguro-desemprego recuaram, na primeira quinzena do mês.

Entre os problemas, a inflação ainda muito baixa - o índice do consumidor foi de 1,2% anual, no terceiro trimestre -, em níveis inferiores aos desejados pelo banco central (Fed), de 2% ao ano.

A economia dos Estados Unidos beneficiou-se, nos últimos anos, com o aumento da produção de gás de folhelho (xisto), reduzindo sua dependência de petróleo. E ganha agora com a diminuição dos preços do petróleo, repassada aos consumidores, que podem gastar com outros itens o que gastavam com gasolina.

Entre outubro e novembro, segundo o Departamento do Comércio, os gastos dos consumidores cresceram 0,6%, superando as expectativas dos economistas. O índice de confiança do consumidor, medido pela Reuters e pela Universidade de Michigan, atingiu 93,6 pontos, o maior nível em oito anos.

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